Janones recorre ao TSE para blindar 'Exército de Lula' contra novas investidas de Nunes Marques
Às vésperas do segundo turno, deputado federal André Janones busca impedir novas suspensões do canal de WhatsApp após decisões do presidente do TSE.

Foto: Janones durante ato de Lula em Belo Horizonte; Exército de Lula - Foto: Ricardo Stuckert · Original e licença
O canal de WhatsApp 'Exército de Lula', que conta com mais de 8,5 milhões de seguidores, tornou-se o epicentro de uma intensa batalha jurídica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta reta final de campanha. O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela administração da ferramenta, protocolou um mandado de segurança para tentar barrar novas suspensões administrativas determinadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte.
A ofensiva judicial contra o canal é movida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o grupo de disseminar desinformação. Segundo informações divulgadas pelo UOL, a defesa de Janones argumenta que as decisões de Nunes Marques configuram censura e questiona a competência do ministro para intervir no caso, que já está sob a relatoria do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
Nesta sexta-feira (23), vence o prazo de 24 horas estabelecido por Nunes Marques para que a Meta, proprietária do WhatsApp, entregue um relatório detalhado sobre o funcionamento do canal. A determinação exige dados sobre padrões de compartilhamento, possíveis impulsionamentos pagos e ações coordenadas. Google e X também foram notificados para fornecer informações sobre a circulação de conteúdos relacionados à mobilização digital.
O histórico de embates é recente: o canal já foi suspenso duas vezes por Nunes Marques em outubro. Em uma das ocasiões, o corregedor Cueva chegou a reverter a decisão, apontando falta de diligências conclusivas. Além disso, a campanha de Lula solicitou formalmente ao TSE a retirada do registro do canal como meio oficial da candidatura, argumentando que o cadastro foi feito apenas para cumprir uma exigência imposta pelo próprio presidente do tribunal.
Em resumo
- André Janones busca via judicial impedir novas suspensões do canal 'Exército de Lula' pelo TSE.
- Nunes Marques ordenou que a Meta entregue relatório técnico sobre a atividade do grupo até esta sexta-feira.
- A campanha de Lula pediu a desvinculação formal do canal, alegando que o registro foi apenas uma medida de conformidade imposta pela Justiça.
Fonte: Revista Fórum

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