Política

Mais de mil psicanalistas se unem em manifesto pela reeleição de Lula

Grupo de profissionais da saúde mental publica documento em defesa da democracia e dos direitos sociais no segundo turno das eleições.

Foto: Lula e Alckmin Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

Em uma mobilização rápida que reuniu mais de mil profissionais em menos de 24 horas, psicanalistas brasileiros lançaram o manifesto "Psicanalistas pela democracia, pelos direitos e pela vida". O documento declara apoio à reeleição da chapa composta pelo presidente Lula (PT) e pelo vice Geraldo Alckmin (PSB) no segundo turno, em oposição à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL).

Os signatários argumentam que a preservação do regime democrático é uma condição essencial para a saúde mental e a convivência social. Segundo o texto, o apoio político não representa uma adesão incondicional ao governo, mas sim a defesa de um projeto de país que assegure a liberdade de expressão, a justiça social e a capacidade crítica da população.

Para fundamentar o posicionamento, o grupo recorre a conceitos de Sigmund Freud, alertando sobre os perigos do autoritarismo e da idealização de lideranças. Os profissionais destacam que a democracia é o ambiente necessário para que conflitos sejam processados pela palavra, evitando que a violência se sobreponha aos direitos fundamentais.

O manifesto também estabelece uma conexão direta entre o bem-estar psicológico e a manutenção de políticas públicas. Para os psicanalistas, o cuidado com a saúde mental da população passa obrigatoriamente pela defesa do SUS, da educação pública, da moradia digna e pelo combate a todas as formas de discriminação e desigualdade.

Em resumo

  • Mais de mil psicanalistas assinaram manifesto em apoio à chapa Lula-Alckmin.
  • O documento utiliza a teoria freudiana para alertar contra riscos do autoritarismo.
  • O grupo vincula a saúde mental à preservação de direitos sociais e do SUS.
  • O apoio é apresentado como um compromisso com a democracia e a pluralidade.

Fonte: Brasil 247

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