O legado da tragédia: Relembre os episódios que marcaram a gestão Bolsonaro na pandemia
Com mais de 716 mil mortes registradas, a atuação do governo Bolsonaro durante a crise sanitária volta ao centro do debate público.

Foto: - (Carolina Antunes/PR) · Original e licença
O Brasil atingiu a marca de 716.626 mortes por Covid-19 até o dia 5 de setembro de 2025. O número, que reflete uma das maiores crises sanitárias da história do país, reacende o debate sobre a responsabilidade política e administrativa da gestão de Jair Bolsonaro (2019–2022) no enfrentamento da emergência global.
A postura do ex-presidente foi marcada por uma série de episódios que contrariaram orientações científicas e órgãos de saúde. Logo no início da pandemia, em 24 de março de 2020, Bolsonaro minimizou a gravidade da doença em rede nacional, classificando-a como "gripezinha". Essa narrativa foi acompanhada pelo questionamento constante de medidas de isolamento social e pelo incentivo ao chamado "tratamento precoce", com medicamentos como a hidroxicloroquina, que não possuem eficácia comprovada contra o vírus.
A gestão da vacinação também foi alvo de intensas críticas. Documentos e depoimentos à CPI da Pandemia revelaram que o governo federal ignorou ofertas iniciais da Pfizer em 2020 e desautorizou publicamente a compra da CoronaVac, em um embate político com o governo de São Paulo. Além disso, o ex-presidente chegou a ironizar a segurança dos imunizantes, sugerindo que quem tomasse a vacina da Pfizer poderia "virar um jacaré".
O colapso do sistema de saúde em Manaus, em janeiro de 2021, quando pacientes morreram por falta de oxigênio, tornou-se um símbolo das falhas de planejamento e monitoramento da gestão federal. Em outubro de 2021, a CPI da Pandemia concluiu seus trabalhos recomendando o indiciamento de 80 pessoas, incluindo o próprio Bolsonaro, por uma série de ações e omissões durante o período.
Em resumo
- O Brasil contabiliza 716.626 óbitos por Covid-19, com a gestão federal sob escrutínio por decisões que ignoraram recomendações científicas.
- A CPI da Pandemia apontou falhas graves na compra de vacinas e na promoção de tratamentos sem eficácia comprovada.
- O relatório final da comissão, aprovado em 2021, recomendou o indiciamento de 80 autoridades, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: Revista Fórum

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