Política · Economia

Flávio Bolsonaro deseja entregar parte do Banco do Brasil a investidores do Bank of America

Aliados de Flávio Bolsonaro articulam a entrada do Bank of America no Banco do Brasil

Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro, circula um projeto que coloca o Banco do Brasil na mira de interesses estrangeiros. A ideia, ventilada pelo site Relatório Reservado, consiste em viabilizar a entrada do Bank of America na estrutura acionária da instituição financeira brasileira. O objetivo central seria usar essa movimentação como uma ponte para estreitar laços com o governo de Donald Trump, sob o pretexto de promover um ajuste fiscal e abrir as estatais ao mercado privado.

A articulação, que ganha corpo com o apoio de Eduardo Bolsonaro em conversas com interlocutores americanos, sugere um modelo onde o governo federal manteria o controle majoritário, mas abriria espaço para que o banco dos Estados Unidos ocupasse cadeiras no conselho de administração, influenciando diretamente as decisões estratégicas do banco público.

A proposta encontra eco em nomes ligados ao núcleo econômico do grupo. Daniella Marques, que coordena a economia na campanha de Flávio, já sinalizou publicamente ser favorável à venda de fatias do banco. O ex-ministro Paulo Guedes também aparece como um entusiasta da tese, tendo defendido abertamente, em eventos passados, uma fusão ou negociação profunda entre as duas instituições, comparando a manobra ao que foi tentado com a Embraer.

A reação das entidades de classe foi imediata. Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, criticou duramente a intenção, alertando que o voto dos brasileiros não deve servir como aval para o desmonte do patrimônio público. Para a sindicalista, a entrega de uma estatal estratégica a capitais estrangeiros coloca em xeque a soberania nacional e os direitos dos trabalhadores.

Em resumo: - Aliados de Flávio Bolsonaro articulam a entrada do Bank of America no Banco do Brasil. - A estratégia prevê que o banco americano ganhe assento no conselho e poder de decisão sobre a estatal. - A proposta é defendida por figuras como Daniella Marques e Paulo Guedes, mas é duramente criticada por sindicatos como uma ameaça à soberania nacional.

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Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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