Cientista político Marcos Coimbra aponta empate técnico e alerta para o papel da desigualdade nas urnas
Em entrevista à TV 247, o presidente do Vox Populi, Marcos Coimbra, analisa a reta final da disputa eleitoral, criticando a cobertura da mídia e destacando a importância do comparecimento dos eleitores.

Foto: Crédito: Divulgação | REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
Às vésperas da definição eleitoral, o sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, avaliou o cenário de disputa acirrada no Brasil. Em entrevista ao programa Forças do Brasil, da TV 247, conduzido pelo jornalista Mario Vitor Santos, o especialista destacou que as pesquisas indicam um empate técnico real, refutando a tese de que haveria uma transferência automática de votos entre candidatos após o primeiro turno.
Coimbra criticou a postura de parte da imprensa hegemônica, acusando-a de promover uma falsa equivalência entre os projetos políticos em disputa. Segundo o sociólogo, houve uma normalização de práticas extremistas que, em democracias consolidadas, seriam rejeitadas. Ele também ressaltou a vitalidade das manifestações populares, especialmente a mobilização da juventude, que, segundo ele, ganhou força nas ruas apesar da omissão de grandes veículos de comunicação.
Outro ponto central da análise foi o fenômeno do não comparecimento às urnas. Para Coimbra, a abstenção não deve ser vista como desinteresse, mas como um reflexo direto da desigualdade socioeconômica, que impõe barreiras de transporte e custo para as camadas mais pobres da população. O cientista político defendeu que facilitar o acesso ao voto é uma medida essencial para corrigir distorções históricas e fortalecer o processo democrático.
Em resumo
- Marcos Coimbra aponta empate técnico e nega transferência automática de votos.
- O sociólogo critica a grande mídia por normalizar o extremismo político.
- A mobilização da juventude nas ruas é destacada como um contraponto à cobertura midiática.
- O não comparecimento às urnas é associado à desigualdade social e dificuldades de acesso.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.