Ex-executiva da Meta denuncia favorecimento da plataforma à eleição de Flávio Bolsonaro
Daniela da Silva Scapin, ex-diretora do WhatsApp, afirma que a Meta favorece a candidatura de Flávio Bolsonaro

A atuação da Meta no processo eleitoral brasileiro tem sido alvo de duras críticas por parte de especialistas e ex-colaboradores da própria companhia. Daniela da Silva Scapin, que ocupou o cargo de diretora de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil até 2025, sustenta que a gigante de tecnologia não mantém a neutralidade esperada e que suas ferramentas têm sido utilizadas para beneficiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo Scapin, que atualmente dirige a organização social CTRL Z, as decisões tomadas pela empresa não podem ser tratadas como erros técnicos isolados. Ela argumenta que a moderação de conteúdo e o funcionamento de sistemas como a Meta AI refletem escolhas políticas deliberadas. A ex-executiva ressalta que, enquanto a inteligência artificial da plataforma impôs restrições a materiais relacionados ao presidente Lula, o mesmo sistema permitiu a criação de peças publicitárias favoráveis ao candidato do PL, o que ela classifica como uma intervenção direta no pleito.
O descontentamento com a postura da empresa culminou em um protesto realizado no dia 19 de outubro, em frente à sede da Meta na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Centenas de manifestantes exigiram maior soberania digital e a regulação das plataformas. O próprio Comitê de Supervisão da Meta, órgão financiado pela empresa, manifestou preocupação com as falhas recorrentes na aplicação de suas normas eleitorais no Brasil, citando episódios de restrições desproporcionais.
Scapin relata que sua saída da companhia ocorreu após mudanças nas diretrizes globais da Meta, que incluíram o encerramento de programas de checagem de fatos nos Estados Unidos. Ela interpreta esse movimento como um alinhamento estratégico da empresa para evitar regulações estatais. Diante do cenário, a ex-executiva defende que o campo progressista amplie sua presença nas redes e busque alternativas tecnológicas, como redes federadas, para reduzir a dependência das grandes corporações.
Veja a publicação da executiva no Instagram:
Em resumo: - Daniela da Silva Scapin aponta favorecimento da Meta à candidatura de Flávio Bolsonaro. - A empresa justifica as restrições de conteúdo como falhas técnicas, versão contestada pela ex-executiva. - O Comitê de Supervisão da Meta criticou a aplicação das normas eleitorais no Brasil. - Manifestantes protestaram em São Paulo exigindo maior transparência e regulação das big techs.
Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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