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Ex-candidato Renan Santos questiona legitimidade do pleito e sugere adiamento do segundo turno

Após decisão do STF sobre transporte de eleitores, Renan Santos defende postergar votação, enquanto TRE-BA ordena prisão de secretário em Salvador por retenção de ônibus.

Foto: Renan Santos Crédito: Reprodução · Original e licença

O ex-candidato à Presidência da República, Renan Santos, manifestou-se neste domingo (25) contra a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a retomada da votação em seções eleitorais afetadas por falhas no transporte público. Em suas redes sociais, o político classificou a medida como extemporânea e afirmou que o resultado do pleito está sendo maculado.

Diante do cenário, Santos defendeu o adiamento da disputa por duas semanas, alegando que a continuidade da votação em horários avançados poderia gerar instabilidade e até conflitos. O ex-presidenciável chegou a comparar a gravidade do momento aos ataques de 8 de janeiro de 2023, embora não tenha apresentado evidências concretas de riscos iminentes de violência armada.

A polêmica central gira em torno da escassez de transporte coletivo em cidades baianas como Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista. Segundo o ex-candidato, gestores municipais de oposição ao governo teriam dificultado o deslocamento dos eleitores. Em Salvador, a situação escalou para uma intervenção direta do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por denúncias de retenção de ônibus.

Para garantir o exercício do voto, a Justiça Eleitoral baiana ordenou o restabelecimento imediato da frota com gratuidade, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. Até o momento, não há qualquer sinalização oficial por parte das autoridades eleitorais sobre a possibilidade de adiamento do pleito, tratando-se a fala de Santos de uma posição política individual.

Em resumo

  • Renan Santos sugeriu adiar o segundo turno por duas semanas devido a controvérsias no transporte.
  • O ministro Cristiano Zanin (STF) determinou a retomada da votação em locais prejudicados por falhas de locomoção.
  • O TRE-BA ordenou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador por reter ônibus no dia da eleição.
  • A Justiça Eleitoral exigiu gratuidade e circulação plena dos coletivos sob multa de R$ 1 milhão por hora.

Fonte: Brasil 247

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