Política · Justiça

Após derrota, Flávio Bolsonaro contesta resultado e ameaça pedir anulação das eleições

Senador Flávio Bolsonaro questiona decisão do STF sobre horário de votação e anuncia que recorrerá à Justiça para tentar anular o pleito vencido por Lula.

Foto: Flávio Bolsonaro após derrota nas urnas. Foto: reprodução · Original e licença

Logo após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,75% dos votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veio a público neste domingo (25) para declarar que não reconhece o resultado das urnas. O parlamentar, que alcançou 48,25% dos votos, afirmou que sua equipe jurídica buscará a anulação do pleito.

O centro da contestação de Flávio é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação até as 19h em seções eleitorais impactadas por temporais e problemas de transporte. Segundo o senador, a medida teria alterado as regras durante o processo, o que ele classificou como inaceitável.

A postura de Flávio, contudo, apresenta uma contradição com as ações de sua própria campanha. Durante o período de votação, a equipe do candidato chegou a solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação em estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades causadas pelas condições climáticas.

Em resposta às críticas, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou a integridade do sistema, declarando que o processo eleitoral possui absoluta segurança. Até o momento, não foram apresentadas evidências técnicas que sustentem as alegações de irregularidade feitas pelo senador.

Em resumo

  • Lula foi reeleito com 51,75% dos votos, superando Flávio Bolsonaro, que teve 48,25%.
  • Flávio Bolsonaro anunciou que pretende pedir a anulação da eleição, questionando a prorrogação do horário de votação pelo STF.
  • A campanha do senador havia solicitado anteriormente a extensão do horário em três estados devido aos temporais.
  • O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, garantiu a segurança total do processo eleitoral.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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