Política · Justiça

Vitória de Lula nas urnas é um basta democrático contra o autoritarismo

Com 51,78% dos votos, Lula vence o segundo turno e entidades celebram a solidez das instituições brasileiras após pleito histórico.

Foto: O presidente Lula (com bandeira do Brasil) celebra vitória ao lado do vice, Geraldo Alckmin, em São Paulo - Alexandre Meneghini/Reuters · Original e licença

O Brasil reafirmou seu compromisso com a democracia neste domingo (25). Com 99,99% das urnas apuradas, o presidente Lula (PT) foi reeleito com 51,78% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que alcançou 48,22%. O resultado encerra um processo eleitoral marcado por intensa mobilização popular e decisões cruciais do Judiciário.

Para o ministro aposentado do STF, Celso de Mello, o triunfo nas urnas possui um significado que transcende a política partidária. Segundo o magistrado, o resultado representa uma afirmação cívica contra as tentações autocráticas que ameaçaram o país. Mello ressaltou que a defesa da liberdade exige vigilância constante e o fortalecimento das instituições.

O pleito foi marcado pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação em duas horas para garantir o acesso de eleitores prejudicados pela falta de transporte público. A medida foi alvo de críticas por parte da oposição, mas celebrada por movimentos sociais como uma vitória da participação popular.

Entidades da sociedade civil, como a OAB, a UNE, a CUT e o Pacto pela Democracia, destacaram a lisura do sistema eletrônico e a importância da pacificação social. A Febraban também se manifestou, colocando seu corpo técnico à disposição para colaborar com o desenvolvimento econômico do novo mandato.

Enquanto a esquerda celebra o avanço social, setores da direita reagiram com desânimo. Nomes como o cineasta Josias Teófilo questionaram a legitimidade do pleito, enquanto a vereadora Janaina Paschoal defendeu uma reestruturação da direita para os próximos ciclos eleitorais.

Em resumo

  • Lula foi reeleito com 51,78% dos votos válidos contra 48,22% de Flávio Bolsonaro.
  • O STF prorrogou a votação em duas horas para assegurar o direito ao voto.
  • Juristas e entidades da sociedade civil classificaram o resultado como uma vitória da democracia contra o autoritarismo.

Fonte: Folha de S.Paulo

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