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Vitória de Lula nas urnas garante continuidade na parceria estratégica com a China

A reeleição de Lula para um quarto mandato assegura a estabilidade nas relações comerciais e diplomáticas com Pequim, consolidando o papel do Brasil no Sul Global e no BRICS.

Foto: Xi Jinping, Lula, bandeiras da China, dos Estados Unidos e do Brasil Crédito: Reuters I Reprodução · Original e licença

O resultado das urnas neste domingo (25) confirmou a permanência de Lula no comando do Palácio do Planalto para um novo mandato de quatro anos, com posse marcada para 5 de janeiro de 2027. O petista obteve 51,78% dos votos válidos, revertendo a vantagem de Flavio Bolsonaro, que terminou o pleito com 48,22% da preferência, em uma disputa que foi decidida apenas na reta final após o candidato do PL ter liderado o primeiro turno.

A vitória é interpretada por observadores internacionais como um sinal de continuidade para a política externa brasileira. Pan Deng, que lidera o Centro de Direito da Região da América Latina e do Caribe na Universidade de Ciência Política e Direito da China, avaliou que a manutenção do governo atual traz previsibilidade para os acordos bilaterais. O acadêmico observou que a cooperação com Pequim conta com apoio transversal no Brasil, o que protegeria os laços institucionais de eventuais turbulências políticas internas.

O intercâmbio econômico entre as duas nações segue em patamares elevados. Entre janeiro e setembro de 2026, o fluxo comercial somou US$ 143,3 bilhões, impulsionado por um aumento de 12% nas exportações brasileiras. Esse dinamismo foi tema de conversas recentes em Pequim, onde o assessor especial Celso Amorim se encontrou com o chanceler chinês Wang Yi, em 16 de setembro, para reafirmar o compromisso com os consensos diplomáticos e a construção de um futuro compartilhado.

Especialistas como Xu Shicheng, da Sociedade Chinesa de Estudos da América Latina, destacam que a parceria evoluiu para além da venda de matérias-primas, alcançando áreas de tecnologia, infraestrutura e energias renováveis. A expectativa é que o Brasil continue a atuar de forma autônoma em fóruns como o BRICS, a ONU e a OMC, buscando alternativas aos modelos ocidentais e priorizando o desenvolvimento social, mesmo diante de um Congresso com forte presença da oposição.

Em resumo: - Lula venceu o segundo turno com 51,78% dos votos, garantindo um novo mandato a partir de 2027. - A relação comercial com a China atingiu US$ 143,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2026. - O governo brasileiro reafirmou a parceria estratégica com Pequim em reuniões diplomáticas de alto nível. - Analistas chineses preveem estabilidade e expansão da cooperação em setores de tecnologia e infraestrutura.

Fonte: Brasil 247

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