Política · Justiça

Aliados de Flávio Bolsonaro tentam tumultuar resultado das urnas após derrota

O deputado Nikolas Ferreira questiona a vitória de Lula e segue a cartilha de judicialização do candidato derrotado, ignorando que ambos os lados pediram a extensão do horário de votação.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença

Em uma tentativa de deslegitimar o processo eleitoral, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) veio a público nesta segunda-feira (26) para afirmar que não aceita a vitória de Lula (PT) na disputa presidencial. O parlamentar mineiro, alinhado ao derrotado Flávio Bolsonaro (PL), busca criar uma narrativa de fraude ao questionar a lisura do pleito que garantiu ao petista o seu quarto mandato.

O foco do ataque de Nikolas recai sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prorrogação da votação em duas horas no domingo (25). O deputado alegou, sem apresentar evidências, que a alteração no horário teria comprometido a democracia. Curiosamente, o pedido para estender o tempo de votação foi uma demanda conjunta, protocolada tanto pela coligação de Lula quanto pela de Flávio Bolsonaro, visando contornar problemas logísticos no transporte de eleitores.

Além de atacar a decisão judicial, o parlamentar tentou colocar em xeque a contagem dos votos, sugerindo que o crescimento de Lula entre os dois turnos seria impossível. O petista encerrou a apuração com 51,79% dos votos válidos, revertendo a vantagem inicial e superando os 48,21% alcançados pelo senador bolsonarista. A estratégia de Nikolas ecoa a promessa de Flávio Bolsonaro, que já sinalizou que pretende levar ao Judiciário um pedido para anular a eleição, mantendo o discurso de desconfiança contra as instituições.

Em resumo: - Nikolas Ferreira se recusa a reconhecer a vitória de Lula nas urnas. - O deputado critica a extensão do horário de votação, medida que foi solicitada pelas duas campanhas. - Flávio Bolsonaro planeja judicializar o resultado para tentar anular o pleito. - Lula foi eleito com 51,79% dos votos, consolidando uma virada no segundo turno.

Fonte: Brasil 247

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