Erika Hilton aciona STF para barrar possível saída de Flávio Bolsonaro do país
Deputada do PSOL pede ao ministro Alexandre de Moraes a retenção dos passaportes do senador, citando risco de fuga após o pleito de 2026 e declarações de Eduardo Bolsonaro.

Foto: A deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Lula Marques/Agência Brasil · Original e licença
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) recorreu ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (26) com um pedido urgente para que os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sejam retidos. A parlamentar solicitou ao ministro Alexandre de Moraes que a Procuradoria-Geral da República avalie a necessidade de impedir que o senador deixe o território nacional, argumentando que o cenário político pós-eleitoral eleva o risco de uma evasão para o exterior.
O requerimento ganha força diante de um inquérito da Polícia Federal que apura esquemas de lavagem de dinheiro. As investigações apontam uma relação próxima entre o senador e o advogado Willer Tomaz, cujo patrimônio de até R$ 6 bilhões foi bloqueado por ordem de Moraes na última sexta-feira (23), ocasião em que o magistrado também invalidou os documentos de viagem do advogado. Documentos da apuração sugerem que Flávio teria acesso privilegiado a contas bancárias de empresas de Tomaz, que também teria financiado deslocamentos do parlamentar.
Para justificar o temor de uma fuga, a deputada destacou falas recentes de Eduardo Bolsonaro. Em um podcast transmitido nos Estados Unidos, o ex-deputado defendeu abertamente que o irmão deveria abandonar o Brasil caso não obtivesse sucesso nas urnas. A movimentação de Erika Hilton reflete conversas que circulam nos bastidores do bolsonarismo desde agosto, quando aliados passaram a ventilar a possibilidade de uma mudança definitiva para solo americano, onde Eduardo reside desde o início de 2025.
Em resumo: - Erika Hilton solicita ao STF a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro para evitar fuga. - O pedido está sob análise de Alexandre de Moraes e fundamenta-se em investigações de lavagem de dinheiro. - A parlamentar utilizou falas de Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do irmão do país após a derrota, como prova de risco. - O caso envolve suspeitas de uso de contas bancárias e custeio de viagens por parte do advogado Willer Tomaz.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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