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Trump questiona lisura do pleito brasileiro e diz manter relação cordial com Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o resultado das eleições brasileiras, alegando que o processo pareceu fraudulento, embora tenha afirmado que possui uma boa relação pessoal com o presidente Lula.

Foto: O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista a jornalistas na base aérea em Maryland - Alex Wong/Getty Images via AFP · Original e licença

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se nesta segunda-feira (26) sobre o processo eleitoral brasileiro. Em conversa com jornalistas, o republicano declarou que mantém uma relação pessoal positiva com o presidente Lula, mas colocou em dúvida a integridade da votação, descrevendo o cenário como uma situação negativa e com aparência de fraude.

Ao ser indagado sobre possíveis ações de seu governo diante do resultado, Trump enfatizou que sua responsabilidade é com os Estados Unidos e não com o Brasil. O mandatário americano sustentou que não declarou apoio a nenhum dos candidatos, embora tenha classificado o pleito como uma imagem ruim para o cenário global e insistido que eleições devem ser incontestáveis.

A postura de distanciamento verbal adotada pelo republicano contrasta com o histórico de atritos entre as duas nações desde o início de 2025. O governo Trump impôs, em julho daquele ano, uma tarifa de 50% sobre mercadorias brasileiras, além de aplicar sanções financeiras e restrições de visto contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Tais medidas foram interpretadas por analistas como uma tentativa de pressionar o governo petista.

A estratégia de Washington durante a campanha eleitoral foi marcada por cautela. Segundo informações de bastidores, assessores americanos temiam que manifestações explícitas de apoio a Flávio Bolsonaro pudessem gerar um efeito contrário, fortalecendo a narrativa de Lula sobre a defesa da soberania nacional. O próprio senador, que obteve 47% dos votos no primeiro turno contra 45% do petista, recebeu elogios de Trump na ocasião, mas o republicano evitou um endosso formal que pudesse ser explorado pelo adversário.

Em resumo: - Donald Trump afirmou que gosta de Lula, mas levantou suspeitas sobre a lisura das eleições brasileiras. - O presidente americano negou ter tomado partido na disputa, apesar de seu histórico de sanções e tarifas contra o Brasil. - A cautela de Washington na campanha visou evitar o fortalecimento político de Lula, que capitalizou eleitoralmente contra as pressões externas em 2025.

Fonte: Folha de S.Paulo

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