Dino reage a cena de racismo em ato bolsonarista e pede fim da violência política
Ministro do STF critica uso de correntes e símbolos de ódio em manifestação no Rio, enquanto Ministério da Igualdade Racial busca punição para o caso.

Foto: Flávio Dino - Governo do Maranhão · Original e licença
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira para repudiar o clima de hostilidade que tem marcado a disputa eleitoral. O magistrado foi enfático ao declarar que o uso de correntes, chicotes, símbolos nazistas e qualquer forma de coação física são práticas criminosas que não podem ser toleradas sob o pretexto de exercício político.
A manifestação do ministro veio na esteira de um registro gravado pelo jornalista francês Raphaël Bernard, que flagrou um homem branco mantendo um homem negro acorrentado durante um evento de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, realizado no último sábado, na Barra da Tijuca. As imagens, que ganharam repercussão nacional, foram interpretadas como uma afronta aos direitos humanos e à dignidade da população negra.
Diante da gravidade do ocorrido, o Ministério da Igualdade Racial posicionou-se prontamente, classificando a cena como um ato de racismo explícito. A pasta informou que acionou formalmente a pasta da Justiça e o braço eleitoral do Ministério Público no Rio de Janeiro, cobrando que as autoridades investiguem o episódio e identifiquem os responsáveis pela humilhação pública.
Em sua reflexão, Dino relembrou sua trajetória na luta pela redemocratização do país e apelou para que lideranças de diversos setores, incluindo o empresariado e o campo religioso, ajudem a baixar a temperatura do debate público. O ministro defendeu que o respeito à Constituição deve ser o norte para quem for eleito, priorizando o atendimento às necessidades das famílias mais pobres.
Em resumo: - Flávio Dino condenou o uso de correntes e símbolos de ódio em atos eleitorais. - Imagens de um homem negro acorrentado em manifestação bolsonarista geraram forte repercussão. - Ministério da Igualdade Racial solicitou investigação criminal aos órgãos competentes.
Fonte: Revista Fórum

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