Derrota de Flávio Bolsonaro: aliados buscam culpados e planejam ofensiva jurídica contra Lula
Após perder a eleição para Lula, Flávio Bolsonaro articula oposição enquanto aliados tentam justificar o resultado com críticas a medidas econômicas do governo.

Foto: Flávio Bolsonaro ao lado de aliados após a apuração eleitoral. Foto: Reprodução · Original e licença
Após a derrota no segundo turno das eleições, com 51,79% dos votos para o presidente Lula (PT) contra 48,21% para o senador Flávio Bolsonaro (PL), o grupo bolsonarista tenta digerir o resultado. Embora tenha liderado o primeiro turno, Flávio viu a vantagem ser revertida no domingo (25). Em um movimento de mudança de postura, o senador, que chegou a questionar o pleito, publicou um vídeo nesta segunda-feira (26) anunciando que focará na organização da oposição para, segundo ele, resistir ao caos.
A estratégia do PL agora se volta para o campo jurídico. Segundo informações divulgadas pela Folha, a campanha prepara uma ação eleitoral pedindo a cassação da chapa de Lula sob a alegação de abuso de poder, sem, contudo, contestar a integridade das urnas eletrônicas. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, já reconheceu publicamente a vitória do petista, distanciando-se de teses golpistas.
Entre os aliados, a narrativa predominante para explicar o revés nas urnas recai sobre o pacote de medidas econômicas do governo federal. O grupo aponta ações como o reajuste do Bolsa Família, o perdão de dívidas de microempreendedores e incentivos para idosos como fatores decisivos. Interlocutores do senador estimam que o impacto dessas medidas chegue a R$ 400 bilhões, embora o valor oficial divulgado tenha sido de R$ 290 bilhões.
Enquanto figuras como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pedem cautela aos apoiadores e descartam a anulação do pleito, vozes isoladas dentro do campo bolsonarista, como a do ex-vereador Fernando Holiday, cobram uma autocrítica profunda. Holiday afirmou que "não reconhecer isso será a receita para novas derrocadas". Já o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL-RJ), adotou um tom de conciliação ao declarar que respeita a vontade dos eleitores.
Em resumo
- Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos, superando os 48,21% de Flávio Bolsonaro.
- A campanha de Flávio Bolsonaro planeja uma ação judicial pedindo a cassação da chapa de Lula por suposto abuso de poder.
- Aliados do senador atribuem a derrota a medidas econômicas do governo, como o reajuste do Bolsa Família.
- O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu a vitória do petista, enquanto Flávio se prepara para liderar a oposição.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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