Brasil

Alerta vermelho: gases de efeito estufa atingem patamares recordes em 2025

Relatório da Organização Mundial de Meteorologia aponta que concentrações de CO2, metano e outros gases superaram níveis históricos, ameaçando metas climáticas globais.

A crise climática atingiu um novo e preocupante patamar. Segundo relatório anual da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), braço da ONU para o clima, os gases de efeito estufa registraram níveis sem precedentes na atmosfera em 2025. O documento detalha como a concentração dessas substâncias, que aprisionam o calor na Terra, superou a capacidade de absorção dos sistemas naturais do planeta.

O dióxido de carbono (CO₂), principal vilão do desequilíbrio térmico, atingiu a marca de 426,8 partes por milhão (ppm) na superfície terrestre. O número representa 153% do registrado no período pré-industrial, em 1750. A tendência é de agravamento, com o planeta caminhando para um aquecimento superior ao limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, o que deve intensificar eventos climáticos extremos e desafios socioeconômicos.

A vice-secretária-geral da OMM, Ko Barrett, destacou a gravidade da situação ao afirmar que o CO₂ afetará o clima global por séculos. O boletim aponta que o ritmo de concentração do gás triplicou desde a década de 1960. Além do CO₂, o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O) também apresentaram altas significativas, atingindo 1.948 partes por bilhão e 339,1 ppb, respectivamente.

O relatório também acende um alerta para os riscos da transição energética. O hexafluoreto de enxofre (SF₆), utilizado na fabricação de componentes para motores elétricos e semicondutores, registrou aumento recorde. Por ser 23 mil vezes mais potente que o CO₂, sua presença na atmosfera é monitorada com rigor, assim como o vazamento de hidrogênio, que, embora não seja um gás de efeito estufa direto, interfere na química atmosférica e potencializa o aquecimento.

Em resumo

  • A concentração de CO₂ chegou a 426,8 ppm em 2025, superando em 153% os níveis pré-industriais.
  • O planeta caminha para um aquecimento acima de 1,5°C, com riscos de atingir 2,8°C até 2100 se o ritmo atual de emissões for mantido.
  • O metano e o óxido nitroso também registraram altas, impulsionados pela agropecuária, combustíveis fósseis e processos industriais.
  • O hexafluoreto de enxofre, essencial em tecnologias de transição energética, teve aumento recorde, exigindo atenção redobrada dos órgãos de controle.

Fonte: ICL Notícias

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaDeltan Dallagnol dispara contra PT após provocação nas redes sociais