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Governo Milei mantém silêncio sobre vitória de Lula e alega falta de reciprocidade

A gestão de Javier Milei confirmou que não enviará felicitações ao presidente brasileiro, justificando a decisão como uma resposta à postura de Lula em 2023.

Foto: Javier MIlei e Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença

A administração de Javier Milei oficializou nesta terça-feira, 27 de outubro, que não pretende parabenizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo resultado das eleições no Brasil. Em declaração à imprensa na Casa Rosada, o porta-voz Adrián Ravier explicou que a decisão é baseada em um critério de reciprocidade, argumentando que o chefe do Executivo brasileiro não teria enviado um cumprimento pessoal a Milei quando este venceu o pleito argentino no ano passado.

Segundo o porta-voz, o governo argentino limitou-se a registrar o resultado das urnas brasileiras. Ravier pontuou que o presidente Milei não deseja adotar uma postura considerada hipócrita, reforçando que as divergências ideológicas entre os dois mandatários são reais e públicas. Por essa razão, não há previsão de qualquer comunicado oficial ou mensagem de felicitação por parte da Casa Rosada neste momento.

Apesar do distanciamento diplomático, o governo argentino buscou tranquilizar o setor econômico. Ravier assegurou que as trocas comerciais e a colaboração dentro do Mercosul devem ser preservadas, destacando que a relação entre os dois povos e a integração econômica possuem prioridade sobre as desavenças políticas entre os governantes. O porta-voz também aproveitou o espaço para esclarecer que não existe qualquer pedido de asilo político protocolado por Flávio Bolsonaro na Argentina.

Em resumo: - O governo Milei decidiu não parabenizar Lula pela vitória eleitoral. - A Casa Rosada justifica a postura como uma resposta à falta de um cumprimento pessoal de Lula em 2023. - A Argentina afirma que o comércio bilateral e as atividades no Mercosul seguirão sem alterações. - O governo negou rumores sobre um suposto pedido de asilo de Flávio Bolsonaro.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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