Centrão pressiona por protagonismo e quer tirar controle da articulação política das mãos do PT
Partidos do centrão articulam maior participação no governo Lula 4, exigindo postos-chave e redução da hegemonia petista na articulação política.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
Com o início das movimentações para o quarto mandato do presidente Lula, legendas que compõem o chamado centrão já sinalizam que não aceitarão um papel secundário na nova gestão. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, partidos como União Brasil, PP, Republicanos, MDB e PSD buscam reduzir a hegemonia do PT na articulação política, reivindicando o comando de pastas estratégicas e postos de liderança no Legislativo.
Atualmente, o PT detém o controle da Secretaria de Relações Institucionais, da Casa Civil e das lideranças do governo nas duas casas do Congresso. Para o líder do Republicanos na Câmara, Augusto Coutinho (PE), essa centralização foi um erro. O parlamentar defende que o governo precisa ser mais amplo, afirmando que o presidente não pode fechar só com o PT no comando político.
O cenário no Congresso impõe desafios imediatos ao Palácio do Planalto. O PL, principal força de oposição, ampliou sua bancada para 121 deputados e 29 senadores. Com apenas 70 deputados, o PT precisará obrigatoriamente de uma base coesa com o centrão para garantir a governabilidade. Em meio a esse xadrez, Lula trabalha para viabilizar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara e de Davi Alcolumbre (União-AP) ao comando do Senado.
Dentro do governo, a estratégia é de cautela. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defende que a entrega de cargos seja condicionada a um compromisso real de votos. Enquanto as negociações ministeriais não são oficializadas, a prioridade de Lula permanece na definição da equipe econômica. O atual interlocutor, Dario Durigan, segue no posto, mas nomes como o do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), são estudados para a sucessão na Fazenda.
Em resumo
- Partidos do centrão exigem maior espaço na articulação política e ministérios de peso.
- O governo Lula 4 enfrentará uma oposição fortalecida, com o PL ocupando 121 cadeiras na Câmara.
- Lula articula a manutenção de Hugo Motta e Davi Alcolumbre no comando do Legislativo.
- A definição do Ministério da Fazenda é tratada como prioridade para destravar as demais nomeações.
Fonte: Brasil 247

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