Governador eleito do Rio, Douglas Ruas defende STF e tenta se distanciar de questionamentos de Flávio Bolsonaro
Em coletiva, Douglas Ruas criticou ataques à Justiça Eleitoral, reafirmou o fim das eleições de 2026 e anunciou mudanças na estrutura de segurança do estado.

Foto: O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) , durante celebração oficial dos 100 anos da Assembleia de Deus - Eduardo Anizelli - 10.out.26/Folhapress · Original e licença
O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), marcou sua primeira coletiva de imprensa após o pleito com um recado direto aos setores que insistem em contestar o resultado das urnas. Ao anunciar parte de seu secretariado nesta segunda-feira (3), Ruas classificou como uma afronta à Justiça Eleitoral os movimentos que buscam incitar a população contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora tenha adotado um tom institucional, o futuro governador evitou confrontar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu aliado político. Questionado sobre a carta em que o senador questiona a legitimidade do pleito presidencial, Ruas esquivou-se de críticas mais duras. "Não cabe a mim julgar a decisão do Flávio", afirmou, reforçando que, para ele, o processo eleitoral de 2026 está encerrado em todo o território nacional.
Durante o anúncio de sua equipe, Ruas confirmou nomes como Fernanda Louback para a Secretaria de Inclusão e Mulher, Maria Gabriela Bessa para a Casa Civil e Anderson Monteze para o Planejamento. O governador eleito também oficializou uma mudança estrutural importante: a unificação das polícias Civil e Militar sob uma única Secretaria de Segurança, contrariando a pressão de alas da bancada de segurança que preferiam a manutenção de pastas separadas.
Além das nomeações, Ruas adiantou que sua gestão focará no equilíbrio fiscal. O político pretende enviar à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto de lei para instituir um teto de gastos estadual. Segundo ele, a medida é essencial para evitar que o crescimento das despesas supere a arrecadação, garantindo a sustentabilidade financeira do estado para as próximas gerações.
Em resumo
- Douglas Ruas criticou movimentos que atacam o STF e o TSE, defendendo a legitimidade das eleições de 2026.
- O governador eleito evitou condenar a postura de Flávio Bolsonaro, alegando não ser o responsável por julgar as atitudes do aliado.
- A estrutura de segurança do Rio será alterada com a criação de uma Secretaria de Segurança única para as polícias Civil e Militar.
- Ruas anunciou os primeiros secretários e prometeu um projeto de lei para implementar um teto de gastos no estado.
Fonte: Folha de S.Paulo

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