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O Texas pode deixar de ser o porto seguro para a família Bolsonaro

O crescimento de candidaturas democratas no Texas coloca em xeque a estabilidade de Eduardo e Flávio Bolsonaro, que usam o estado como base nos EUA em meio a um cenário de instabilidade política e jurídica.

O Texas, conhecido como um dos maiores bastiões do conservadorismo nos Estados Unidos, vive um momento de tensão eleitoral que pode reverberar diretamente na vida de Eduardo e Flávio Bolsonaro. O ex-deputado, que recebeu uma sentença de quatro anos de reclusão em regime semiaberto proferida pelo Supremo Tribunal Federal em junho de 2026, estabeleceu sua residência no estado. Agora, ele observa de perto uma disputa legislativa e estadual que ameaça a hegemonia republicana de décadas e pode tornar o ambiente menos acolhedor para figuras ligadas ao bolsonarismo.

As pesquisas mais recentes para o Senado estadunidense mostram o democrata James Talarico, de 37 anos, à frente do procurador-geral Ken Paxton, um dos principais aliados de Donald Trump. Levantamentos da AtlasIntel e do New York Times indicam uma vantagem consistente para Talarico, que defende pautas como a taxação de grandes fortunas e o fortalecimento de serviços públicos. Paralelamente, a candidata Gina Inojosa disputa o governo estadual com chances reais de encerrar um jejum democrata que perdura desde 1994. O clima de incerteza é tamanho que nomes como o senador Ted Cruz e o republicano Don Huffines já manifestaram publicamente o temor de uma derrota histórica.

Embora o resultado das urnas não altere de imediato a situação migratória ou os processos judiciais dos brasileiros, a mudança no comando político local retira o conforto de um território alinhado ao trumpismo. Nas redes sociais, o movimento pela expulsão dos integrantes da família Bolsonaro ganha força, refletindo o descontentamento de parte da população local. Com mais de 7,6 milhões de votos antecipados já computados, o Texas se prepara para um desfecho que pode significar o fim do refúgio americano para os aliados de Jair Bolsonaro. Em resumo: - Candidatos democratas lideram a corrida para o Senado e governo do Texas, desafiando o domínio republicano. - Eduardo Bolsonaro, condenado pelo STF em 2026, reside no estado e enfrenta pressão política crescente. - Lideranças republicanas, incluindo o senador Ted Cruz, admitem o risco real de perder o controle do estado. - A alta participação eleitoral, com 7,6 milhões de votos antecipados, sinaliza uma mudança profunda no cenário político local.

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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