Economia

Presidente do Santander aponta Brasil como potência estratégica e cobra mudanças no setor financeiro

Ana Botín destaca resiliência da economia brasileira e alerta para os riscos da desaceleração do PIB global em conferência internacional.

Foto: Ana Botín Crédito: Reuters/Raquel Cunha · Original e licença

A presidente-executiva do grupo Santander, Ana Botín, destacou o Brasil como um dos países com maior potencial estrutural no cenário global. Durante a Conferência Internacional de Bancos, realizada na Espanha, a executiva ressaltou que o país possui vantagens competitivas únicas, como uma matriz energética limpa, vastos recursos minerais e uma grande população.

Para Botín, a trajetória de avanço do mercado brasileiro mantém-se consistente independentemente das alternâncias políticas. Segundo a executiva, o Brasil apresenta uma capacidade de melhoria contínua que o coloca em posição de destaque frente a outras nações. O painel contou também com a participação da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

Além da análise sobre o Brasil, Botín defendeu uma recalibração nas normas bancárias europeias. A executiva propôs a integração dos mercados de capitais e uma simplificação das regras de capital, argumentando que o setor precisa de uma supervisão inteligente para impulsionar o crescimento econômico sem comprometer a estabilidade financeira.

A líder do Santander manifestou preocupação com a desaceleração do PIB global, que cresce atualmente meio ponto percentual abaixo da média histórica. Ela alertou que essa perda de ritmo pode representar um prejuízo acumulado de US$ 10 trilhões em cinco anos, valor que impacta diretamente a segurança social e a transição climática.

Em resumo

  • Ana Botín classificou o Brasil como um país com vantagens estruturais únicas e resiliência econômica.
  • A executiva defendeu uma recalibração das normas bancárias na Europa para estimular o crescimento.
  • O alerta sobre a desaceleração do PIB global aponta para um custo de US$ 10 trilhões em cinco anos.

Fonte: Brasil 247

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