A trajetória de Davi Alcolumbre: do comércio no Amapá ao comando do Senado
Conheça a trajetória política de Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, desde suas origens no Amapá até o protagonismo nas articulações orçamentárias em Brasília.

Foto: - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Carlos Moura/Agência Senado) · Original e licença
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) consolidou-se como uma das figuras mais influentes do Congresso Nacional ao ser reconduzido à presidência do Senado Federal em fevereiro de 2025, obtendo 73 dos 81 votos possíveis. Nascido em 19 de junho de 1977, em Macapá, o parlamentar construiu uma carreira marcada pela habilidade de transitar entre diferentes espectros políticos, desde sua estreia na Câmara dos Deputados em 2002 até o comando da Casa Alta.
A ascensão de Alcolumbre ao centro do poder nacional ocorreu em 2019, quando, aos 41 anos, tornou-se o mais jovem presidente da história do Senado. Sua trajetória inclui passagens pelo PDT e pelo antigo DEM, até a formação do atual União Brasil. No Senado, onde chegou em 2015, o parlamentar presidiu comissões estratégicas, como a de Constituição e Justiça (CCJ), atuando como peça-chave na tramitação de pautas econômicas e sociais durante os governos Bolsonaro e Lula.
A atuação de Alcolumbre, contudo, é acompanhada por controvérsias. O senador foi apontado como um dos principais articuladores do chamado orçamento secreto, mecanismo de distribuição de emendas de relator que foi alvo de questionamentos pelo Supremo Tribunal Federal devido à falta de transparência. Reportagens investigativas, como as publicadas pelo UOL e pelo The Intercept Brasil, também levantaram questionamentos sobre a destinação de recursos públicos para obras em redutos eleitorais e possíveis vínculos familiares em negócios no Amapá, acusações que o senador nega, sustentando que suas indicações seguem os trâmites legais.
Em resumo
- Davi Alcolumbre foi reeleito presidente do Senado em 2025 com ampla maioria de 73 votos.
- O senador iniciou sua carreira política como vereador em Macapá no ano 2000.
- Sua gestão é marcada pela influência na distribuição de emendas parlamentares e pela articulação entre o Legislativo e o Executivo.
- O parlamentar nega irregularidades em sua atuação e afirma que suas indicações orçamentárias são públicas.
Fonte: Revista Fórum

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