Douglas Ruas busca autonomia e tenta redesenhar o comando da segurança no Rio
Governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), monta seu secretariado com foco em nomes de confiança e planeja centralizar a gestão da segurança pública, enquanto articula em Brasília para garantir a manutenção de seu mandato.

Foto: O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), com o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante celebração oficial dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, no ginásio Maracanãzinho, na zona norte do Rio de Janeiro - Eduardo Anizelli - 10.out.26/Folhapress · Original e licença
O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), deu início à estruturação de sua equipe de governo com o desafio de imprimir uma marca própria e evitar a fragmentação administrativa que marcou gestões anteriores. Em um movimento para consolidar sua autoridade, Ruas tem priorizado aliados próximos para pastas estratégicas, como a Casa Civil, que será comandada pela socióloga Maria Gabriela Bessa, e a Secretaria de Governo, que ficará sob a responsabilidade do deputado estadual Jair Bittencourt. A Comunicação e Relações Institucionais será gerida por Bruno Bonetti, enquanto a vice-governadora eleita, Fernanda Louback, assumirá a pasta de Inclusão e da Mulher.
A montagem do secretariado ocorre em um cenário de reacomodação política após a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Ruas tem buscado se distanciar da influência direta do senador, focando em uma gestão que, segundo ele, deve evitar o fatiamento de cargos entre parlamentares. Paralelamente, o governador eleito mantém uma agenda intensa em Brasília, onde busca interlocução com o Supremo Tribunal Federal para neutralizar as investidas do ex-prefeito Eduardo Paes, que tenta viabilizar a realização de um segundo turno no pleito fluminense.
Um dos pontos de maior tensão na transição, que terá sua base operacional na Firjan, é a proposta de Ruas de reformular a segurança pública. O governador eleito defende o fim da atual estrutura, que mantém as polícias Civil e Militar com alto grau de independência, e propõe a recriação de uma Secretaria de Segurança Pública centralizadora. Embora enfrente resistência de alas do PL e de setores das corporações, Ruas sustenta que a medida é essencial para o planejamento estratégico e a inteligência no combate ao crime, prometendo uma postura firme contra a criminalidade.
Em resumo: - Douglas Ruas nomeou nomes de sua confiança para pastas-chave, buscando reduzir a influência de aliados de Flávio Bolsonaro. - O governador eleito planeja centralizar o comando das polícias sob uma única Secretaria de Segurança. - Ruas articula no STF para impedir a realização de um segundo turno no estado. - A transição de governo será sediada na Firjan, com foco em estabelecer pontes com o Congresso e o Judiciário.
Fonte: Folha de S.Paulo

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