Alcolumbre articula perdão a Bolsonaro em troca de apoio para manter comando do Senado
Presidente do Senado busca viabilizar reeleição em 2027 negociando anistia ou indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem restaurar seus direitos políticos.

Foto: Davi Alcolumbre Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), estaria articulando uma estratégia de bastidores para garantir sua reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Esmael Morais, o parlamentar busca o apoio da direita ao oferecer uma saída para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A estratégia em estudo, que ainda não foi confirmada publicamente, baseia-se em duas frentes: a concessão de um indulto humanitário por parte do governo Lula ou a aprovação de um projeto de anistia no Congresso Nacional. O desenho político prevê a liberdade de Bolsonaro, mas mantém sua inelegibilidade até 2060, preservando as condenações impostas pela Justiça Eleitoral e pelos processos relacionados à trama golpista.
O objetivo de Alcolumbre é duplo: neutralizar as candidaturas de oposição, como as de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), e reduzir a pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a viabilidade da proposta enfrenta resistência no próprio PL. Parlamentares da legenda afirmam que não há possibilidade de reconciliação com o atual presidente do Senado e mantêm o foco na defesa do impeachment de ministros da Corte.
A aritmética eleitoral para 2027 é o principal motor da pressa de Alcolumbre. Com o PL consolidado como a maior bancada, podendo chegar a 34 senadores, o apoio do partido é visto como decisivo para atingir os 41 votos necessários no pleito secreto. Até o momento, não há confirmação de que o Palácio do Planalto ou a cúpula do PL tenham aceitado negociar os termos dessa proposta.
Em resumo
- Davi Alcolumbre articula apoio do PL para sua reeleição à presidência do Senado em 2027.
- A proposta em estudo prevê a liberdade de Bolsonaro, mas mantém sua inelegibilidade.
- O PL planeja lançar candidatura própria, com Rogério Marinho como um dos nomes cotados.
- O STF já sinalizou que crimes políticos podem não ser passíveis de perdão legislativo.
Fonte: Brasil 247

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