Operação Alba: Como Flávio Bolsonaro teria escapado do Brasil com apoio internacional
Investigação aponta que senador descumpriu ordem judicial e deixou o país em operação sigilosa com auxílio de ex-agente do Mossad e apoio logístico estrangeiro.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarcando em Miami após sua fuga do Brasil. Foto: Reprodução · Original e licença
Uma complexa operação internacional, batizada internamente de 'Operação Alba', teria permitido a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado a apreensão de seu passaporte e proibido sua saída do território nacional. A informação foi revelada pela CNN Brasil, baseada em apurações de órgãos de segurança.
Segundo os relatos, a logística foi planejada antes do segundo turno das eleições. Um ex-agente do Mossad, serviço de inteligência de Israel, teria acompanhado o senador desde Brasília até a fronteira com a Argentina. Imagens de câmeras de segurança registraram a travessia de duas vans pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, no dia 27 de outubro. Em um dos veículos estava o parlamentar; no outro, sua esposa e filhas.
Após cruzar a fronteira, a família teria embarcado em um jato executivo Gulfstream G400, operado pela empresa argentina Baires Fly, com destino aos Estados Unidos. A aeronave pousou no Aeroporto Executivo de Opa-locka, na Flórida, na manhã de 28 de outubro. Relatos apontam que o estrategista Jason Miller teria auxiliado na disponibilização do avião, enquanto o jornal argentino Clarín indicou a presença de Santiago Caputo, assessor de Javier Milei, na supervisão da travessia.
A Polícia Federal confirmou a ausência de registros migratórios oficiais da saída do senador. Diante da gravidade do caso, o Ministério das Relações Exteriores convocou um representante da Argentina para prestar esclarecimentos. Paralelamente, 25 parlamentares do Partido Democrata nos Estados Unidos exigiram explicações da administração Trump sobre o possível uso de recursos diplomáticos na operação.
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e o financiamento de um filme sobre seu pai. A Polícia Federal avalia solicitar ao STF o bloqueio de bens e contas bancárias do senador. Até o momento, as denúncias sobre a participação de agentes estrangeiros e autoridades internacionais baseiam-se em investigações jornalísticas e relatórios de segurança, sem sentença judicial definitiva sobre os fatos.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro teria deixado o país descumprindo ordem judicial de proibição de saída.
- A operação teria contado com apoio de um ex-agente do Mossad e logística de figuras ligadas aos governos argentino e estadunidense.
- O Itamaraty convocou representante da Argentina para explicações, enquanto parlamentares democratas nos EUA cobram apuração sobre o uso de recursos diplomáticos.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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