Investigação aponta esquema internacional na saída de Flávio Bolsonaro do país
Autoridades brasileiras apuram uma complexa operação de logística que permitiu ao senador deixar o território nacional rumo aos Estados Unidos, envolvendo apoio estrangeiro e descumprimento de ordens judiciais.

Foto: Flávio Bolsonaro, símbolo do Mossad e a bandeira de Israel Crédito: Reuters · Original e licença
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil tornou-se alvo de uma investigação rigorosa por parte das autoridades brasileiras, que buscam entender como o parlamentar conseguiu deixar o país em meio a inquéritos no Supremo Tribunal Federal. O caso é tratado por fontes oficiais como uma operação de exfiltração, termo que descreve a retirada planejada de uma pessoa de uma área sob vigilância ou restrição judicial.
Dados obtidos por órgãos de inteligência revelam que a logística foi montada com antecedência. Um homem com histórico de atuação no serviço de inteligência israelense, o Mossad, teria acompanhado o senador desde Brasília até a fronteira com a Argentina. Esse indivíduo, que possui cidadania de Israel e dos Estados Unidos, chegou ao Brasil dias antes do segundo turno das eleições, sugerindo um planejamento prévio à definição do pleito.
A travessia terrestre ocorreu em 27 de outubro, quando duas vans cruzaram a Ponte Internacional da Fraternidade, ligando Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú. O transporte foi realizado por um ex-vereador local e seu filho. Já em solo argentino, a família embarcou em um jato executivo Gulfstream G400, operado pela empresa Baires Fly, com destino a Miami. Informações apontam que a aeronave teria sido viabilizada por Jason Miller, estrategista político ligado a Donald Trump.
O senador é investigado em dois processos no STF: um sobre o financiamento do filme Dark Horse e outro relacionado a transações financeiras com empresas de apostas. Diante da fuga, a Polícia Federal analisa pedir o bloqueio de bens e contas bancárias do parlamentar, enquanto o Ministério da Justiça avalia acionar mecanismos de cooperação internacional para esclarecer o papel de agentes estrangeiros no episódio.
Em resumo: - A operação de saída contou com apoio logístico na Argentina e a presença de um ex-agente de inteligência estrangeiro. - O deslocamento incluiu o uso de vans para cruzar a fronteira e um jato privado para o trajeto até Miami. - A Polícia Federal investiga o caso e estuda o bloqueio de bens do senador devido ao descumprimento de ordens judiciais.
Fonte: Brasil 247

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