A complexa estratégia de saída de Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos
Jornal argentino detalha manobras de despiste e logística internacional utilizadas pelo senador para deixar o Brasil após o pleito eleitoral.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarca nos Estados Unidos em 28 de outubro. Foto: Ricardo Arduengo/AFP · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL) executou um plano de deslocamento internacional cercado de sigilo e manobras de distração para chegar aos Estados Unidos. De acordo com informações publicadas pelo jornal argentino Clarín, o parlamentar precisou alterar sua rota original após o proprietário de um jato contratado desistir do serviço, temendo implicações legais relacionadas a restrições judiciais contra o político.
Para contornar o impedimento, a família optou por um trajeto terrestre de aproximadamente 1,6 mil quilômetros partindo de Brasília até a fronteira com a Argentina. A estratégia de ocultação envolveu a saída de seis veículos da residência do senador, que seguiram em comboio para dificultar a identificação do carro que transportava os passageiros. O destino final foi o aeroporto de Puerto Iguazú, onde o embarque ocorreu de forma discreta.
Enquanto uma van com vidros escurecidos era exibida para as câmeras de televisão no terminal argentino, o senador já teria acessado a pista por uma entrada reservada. O voo foi realizado em um jato Gulfstream IV, com matrícula LV-JQW, que seguiu para Miami após uma escala técnica no Equador. A operação teria contado com a reserva de outras aeronaves na região para assegurar a partida, além da presença de Santiago Caputo, assessor do presidente Javier Milei, na província de Misiones.
Sobre a participação estrangeira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o governo americano não prestou auxílio logístico na saída do senador. Rubio esclareceu que a entrada de Flávio Bolsonaro no país foi uma decisão autorizada diretamente por Donald Trump, negando qualquer envolvimento oficial dos órgãos americanos na organização da viagem.
Em resumo: - O senador percorreu 1,6 mil quilômetros por terra até a Argentina para evitar restrições aéreas. - A operação utilizou múltiplos veículos e jatos de reserva para despistar a imprensa e autoridades. - O governo dos EUA negou suporte logístico, confirmando apenas a autorização de entrada dada por Donald Trump.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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