Bastidores revelam operação internacional para fuga de Flávio Bolsonaro
Reportagem do jornal argentino Clarín detalha logística complexa, apoio de agentes estrangeiros e participação de aliados de Milei na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA depois de fugir do Brasil - Foto: RICARDO ARDUENGO / AFP · Original e licença
Uma complexa operação internacional teria viabilizado a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, mesmo diante de uma proibição judicial que o impedia de deixar o território nacional. Segundo reportagem publicada pelo jornal argentino Clarín, a fuga envolveu uma logística sofisticada, com o uso de rotas terrestres, despistes e a suposta intervenção de agentes ligados ao governo dos Estados Unidos em solo argentino.
A apuração, assinada pelo jornalista Nicolás Wiñazki, aponta que agentes norte-americanos teriam assumido temporariamente o controle de áreas restritas do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina. O objetivo seria garantir o embarque da família em um jato Gulfstream IV, com destino a Miami. A operação teria contado com o suporte direto de Santiago Caputo, principal assessor do presidente Javier Milei, que esteve na província de Misiones para coordenar os detalhes da missão.
O trajeto até a fronteira argentina foi realizado por via terrestre, percorrendo cerca de 1.600 quilômetros entre Brasília e a região de Foz do Iguaçu. A viagem, que durou mais de vinte horas, teria sido protegida por um comboio de seis veículos. A alternativa rodoviária foi adotada após a recusa de proprietários de jatos particulares em realizar o transporte, motivada pela restrição judicial imposta ao político.
O caso gerou repercussão nos Estados Unidos, onde parlamentares democratas questionaram o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o possível envolvimento de funcionários norte-americanos na operação. O governo brasileiro, por sua vez, busca esclarecimentos junto à administração de Javier Milei sobre a atuação de autoridades estrangeiras em território argentino para facilitar a saída do candidato derrotado.
Em resumo
- Agentes dos EUA teriam controlado parte do aeroporto de Puerto Iguazú para viabilizar o voo.
- Flávio Bolsonaro percorreu 1.600 km por terra antes de embarcar em um jato particular.
- O assessor de Milei, Santiago Caputo, teria coordenado a operação em solo argentino.
- Parlamentares democratas exigiram explicações oficiais ao governo dos EUA até 13 de novembro.
Fonte: Revista Fórum

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