Política · Segurança

Governo Federal mobiliza segurança contra ataques e manipulação de estudantes

O MEC acionou a Polícia Federal para investigar ameaças, uso de símbolos nazistas e o uso indevido de imagens de crianças por grupos extremistas.

Foto: Fotos de crianças são manipuladas após manifestação no Rio – Foto: reprodução rede sociais · Original e licença

Diante de uma escalada de intimidações que atinge o ambiente acadêmico, o Ministério da Educação decidiu buscar o auxílio da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União. A pasta tomou a medida após receber denúncias graves que incluem desde ameaças diretas de violência até a exibição de símbolos nazistas contra professores e alunos de universidades federais.

A situação ganhou contornos ainda mais preocupantes no Rio de Janeiro, onde registros de crianças em atos estudantis foram alvo de ataques virtuais. Perfis de extrema direita retiraram fotos das redes sociais de familiares e as manipularam com o auxílio de inteligência artificial, alterando vestimentas e inserindo símbolos políticos para difamar os menores. As famílias afetadas já buscaram as autoridades policiais e notificaram as redes sociais sobre o abuso.

O fenômeno de perseguição política não está isolado ao território fluminense. Relatos de hostilidades foram mapeados em diversas regiões, abrangendo Minas Gerais, São Paulo, Paraná e o Distrito Federal. O magistrado Sérgio Luiz Ribeiro, que atua na 4ª Vara da Infância e da Juventude, pontuou que o Estatuto da Criança e do Adolescente protege a imagem dos jovens e que a utilização pejorativa dessas fotografias pode ser enquadrada como injúria.

Sobre o debate em torno dos limites da comunicação, a pesquisadora Danila Di Pietro, da Unicamp, defendeu que a liberdade de expressão não pode ser confundida com um aval para a prática de violência, reforçando que a manifestação de opiniões encontra barreiras legais quando fere a integridade alheia.

Em resumo

  • O MEC solicitou investigação da PF e da AGU contra ameaças e apologia ao nazismo em universidades.
  • Imagens de crianças foram adulteradas com IA por grupos extremistas para fins de perseguição política.
  • O magistrado Sérgio Luiz Ribeiro alertou que o uso indevido da imagem de menores viola o ECA e configura injúria.
  • Casos de intimidação foram registrados em cinco estados e no Distrito Federal.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaApós derrota, bolsonarismo radicaliza e promove perseguição contra eleitores de Lula