Política · Justiça

Mapa eleitoral revela força de Flávio Bolsonaro em redutos evangélicos

Dados do Censo 2022 e do TSE mostram correlação entre a presença de evangélicos e o desempenho do candidato do PL no segundo turno.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro – Foto: Paulo Pinto e Joédson Alves/Agencia Brasil · Original e licença

O resultado do segundo turno das eleições, que garantiu a reeleição de Lula (PT) com 51,8% dos votos válidos contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL), trouxe à tona uma correlação geográfica entre a demografia religiosa e o comportamento do eleitorado. Segundo levantamento que cruza dados do Censo 2022 do IBGE com a apuração do TSE, o desempenho do senador do PL foi superior em municípios com maior concentração de evangélicos.

A disparidade é clara ao observar as faixas populacionais. Em cidades onde os evangélicos representam até 10% dos habitantes, Lula dominou com 68,5% dos votos. À medida que a presença desse segmento religioso aumenta, a vantagem petista diminui, ocorrendo uma inversão quando a taxa supera os 30%. Nos 58 municípios brasileiros onde mais da metade da população se declara evangélica, Flávio Bolsonaro alcançou 55,2% da preferência.

Apesar da tendência observada, o fenômeno não é uniforme em todo o território nacional. Enquanto o Centro-Oeste apresenta uma correlação mais direta entre a alta presença evangélica e o voto no candidato do PL, o cenário muda em outras regiões. No Sul, Flávio Bolsonaro manteve força mesmo em cidades de maioria católica, enquanto partes do Amazonas e do Pará, embora possuam populações evangélicas expressivas, não registraram votação majoritária para o senador.

Em resumo

  • Lula venceu o pleito com 51,8% dos votos válidos contra 48,2% de Flávio Bolsonaro.
  • O candidato do PL obteve 55,2% dos votos em cidades onde mais de 50% da população é evangélica.
  • A correlação entre religião e voto apresenta variações regionais, não sendo um padrão absoluto em todo o país.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaEntrada de Flávio Bolsonaro nos EUA vira munição democrata contra Trump na reta final da campanha