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Escândalo no Palácio: Major da PM é denunciado por filmar colega em alojamento oficial

O major Leonardo Casabona enfrenta processo na Justiça Militar após ser acusado de registrar imagens íntimas de uma tenente dentro da sede do governo paulista.

Foto: Leonardo Casabona, major da PM de São Paulo. Foto: reprodução · Original e licença

O major da Polícia Militar Leonardo Casabona tornou-se alvo de uma ação penal na Justiça Militar de São Paulo sob a acusação de ter filmado uma tenente enquanto ela utilizava o banheiro do alojamento feminino no Palácio dos Bandeirantes. O episódio, que teria ocorrido na noite de 9 de outubro de 2024, é investigado pela 4ª Promotoria Militar, que aponta o registro não autorizado de intimidade sexual.

Segundo o relato da vítima, ela percebeu a presença de um celular sendo posicionado por baixo da porta do box. Ao sair do banho, a oficial encontrou Casabona, que na época era seu superior hierárquico, no corredor. Confrontado, o oficial teria justificado a presença no local alegando que pretendia apenas fazer uma brincadeira. Posteriormente, em mensagens trocadas com a tenente, ele pediu desculpas e negou ter realizado qualquer gravação.

O caso ganhou contornos políticos após a oficial relatar o ocorrido à capitã Iara Maria, esposa do então secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. A denúncia chegou ao governador Tarcísio de Freitas, que determinou o afastamento imediato de Casabona da Casa Militar. O oficial foi transferido para o 21º Batalhão da PM, na Baixada Santista, e sofreu uma punição disciplinar por perturbar a tranquilidade no alojamento, embora o boletim administrativo não cite a acusação de filmagem.

A defesa do major sustenta a tese de que a acusação pode ter motivações políticas. O coronel Henguel Ricardo Pereira, que chefiava a Casa Militar na época, afirmou ter tomado conhecimento de dossiês que visariam prejudicá-lo em meio a especulações sobre sua sucessão na Secretaria de Segurança Pública.

Em resumo

  • O major Leonardo Casabona responde por registro não autorizado da intimidade sexual após denúncia de filmagem em alojamento feminino.
  • O caso foi levado ao governador Tarcísio de Freitas após relato à esposa do então secretário Guilherme Derrite.
  • O oficial foi afastado da Casa Militar e transferido para a Baixada Santista.
  • A defesa alega que o processo pode estar ligado a disputas internas na cúpula da segurança pública paulista.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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