Justiça é acionada para cortar salário de Flávio Bolsonaro após saída do país
Ação popular pede a suspensão imediata dos vencimentos e verbas de gabinete do senador, alegando abandono de cargo após viagem ao exterior.

Foto: Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência, enfrenta ação judicial que pede a suspensão de seu salário e benefícios no Senado após deixar o Brasil Crédito: Reprodução | ABr · Original e licença
Uma ação popular protocolada na Justiça do Rio de Janeiro busca a suspensão imediata do salário, auxílios e verbas de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O processo, movido pelos advogados Leonardo Nicolau e Rodrigo Roma, questiona a manutenção dos pagamentos diante do que classificam como abandono das funções parlamentares após a derrota eleitoral e a saída do senador do Brasil.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, os autores da ação argumentam que a ausência de Flávio na primeira sessão do Senado pós-pleito, somada à sua permanência no exterior, configura um desvio de finalidade no uso do dinheiro público. A petição solicita uma liminar para interromper os repasses antes mesmo do julgamento definitivo do mérito.
Os advogados sustentam que o parlamentar, que durante a campanha defendeu rigor fiscal, não deveria receber remuneração sem exercer suas atividades. O documento destaca que o objetivo é proteger o erário e zelar pela moralidade administrativa, evitando que recursos públicos sejam destinados a quem, segundo a peça, "confessa abertamente abortar de seu mandato".
Além do bloqueio financeiro, a ação requer que a Mesa do Senado preste esclarecimentos oficiais sobre a situação funcional do senador e sua participação nas atividades legislativas. Caberá agora ao Poder Judiciário avaliar os fundamentos apresentados e decidir sobre o pedido de liminar.
Em resumo
- Advogados pedem na Justiça o bloqueio do salário e verbas de gabinete de Flávio Bolsonaro.
- A ação alega abandono de mandato após o senador deixar o país após as eleições.
- O pedido inclui uma solicitação para que o Senado preste informações sobre a assiduidade do parlamentar.
- A medida busca evitar o uso de recursos públicos para remunerar um cargo que, segundo os autores, não está sendo exercido.
Fonte: Brasil 247

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