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Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA gera pressão por cassação e descontos no Senado

Parlamentares do PSOL pedem investigação contra o senador Flávio Bolsonaro por abandono de cargo após viagem aos Estados Unidos na reta final do mandato.

A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, a poucos meses do encerramento de seu mandato, colocou o parlamentar no centro de uma ofensiva política. Deputados federais do PSOL, incluindo Sâmia Bomfim, Glauber Braga e Fernanda Melchionna, protocolaram na última terça-feira (27) um pedido de cassação junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sob a acusação de abandono de cargo.

O regimento interno da Casa prevê que ausências não justificadas em sessões deliberativas resultam em descontos proporcionais no subsídio mensal, que é de R$ 44.008,52. Embora a cassação por faltas exija o não comparecimento a um terço das sessões em um ano — prazo que não seria atingido até o recesso de 22 de dezembro —, o pedido do PSOL levanta o debate sobre a quebra de decoro parlamentar.

A manutenção da estrutura do gabinete de Flávio Bolsonaro, que inclui 21 assessores e uma verba de R$ 345 mil mensais, custará cerca de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos nos três meses finais de sua legislatura. Além do salário, o senador utiliza cotas parlamentares para despesas como aluguel de escritórios e passagens aéreas.

Em resumo

  • Deputados do PSOL pediram a cassação de Flávio Bolsonaro por abandono de cargo.
  • O regimento do Senado impõe descontos no salário para cada sessão sem votação.
  • A estrutura do gabinete custará aproximadamente R$ 1,2 milhão até o fim do mandato.

Fonte: ICL Notícias

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