Líder da extrema-direita portuguesa fecha porta para asilo de Flávio Bolsonaro
André Ventura, presidente do partido Chega, afirmou que aconselharia o senador brasileiro a retornar ao país para responder à Justiça em vez de buscar refúgio em Portugal.

Foto: André Ventura, líder da extrema-direita em Portugal. Foto: reprodução · Original e licença
Em uma declaração que surpreendeu parte do espectro político, o líder do partido de extrema-direita português Chega, André Ventura, afirmou que não concederia asilo ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista concedida à CNN Portugal na última quinta-feira (29), o dirigente foi enfático ao tratar de uma situação hipotética sobre o parlamentar brasileiro.
Ventura, que mantém relações conhecidas com a família Bolsonaro, sustentou que, caso estivesse no comando do governo português, sua orientação seria clara: o senador deveria retornar ao Brasil para "enfrentar a justiça". O político português argumentou que quem se propõe a desafiar o sistema deve fazê-lo dentro de seu próprio território, buscando vencer as disputas políticas em seu país de origem.
Embora tenha reconhecido a proximidade pessoal com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, Ventura ressaltou que a concessão de asilo é um processo regido por normas estritas. Ele pontuou que qualquer pedido dessa natureza precisaria respeitar rigorosamente a legislação de Portugal e as diretrizes do quadro europeu, distanciando a amizade política das obrigações legais do Estado.
A fala de Ventura, repercutida também pelo jornal português Observador, ocorre em um cenário onde não há qualquer indicação pública de que o senador tenha solicitado refúgio em solo europeu. A posição do líder do Chega marca um contraste com o apoio que figuras da direita internacional costumam oferecer ao clã Bolsonaro, deixando claro que, ao menos no campo do asilo, não há respaldo para uma eventual fuga de responsabilidades judiciais no Brasil.
Em resumo
- André Ventura afirmou que não daria asilo a Flávio Bolsonaro em Portugal.
- O líder do Chega aconselhou o senador a retornar ao Brasil para enfrentar a Justiça.
- A declaração foi feita em contexto hipotético, respeitando as leis portuguesas e europeias.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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