Simone Tebet ganha força nos bastidores para vaga no Supremo
Aliados de Simone Tebet articulam sua indicação ao STF, enquanto o presidente Lula busca cumprir a promessa de nomear uma mulher para a Corte em meio a impasses no Senado.

Foto: Simone Tebet e Lula Crédito: ABR | Ricardo Stuckert / PR · Original e licença
O nome da ex-ministra Simone Tebet voltou a circular com intensidade nos corredores do Planalto como uma das apostas para integrar o Supremo Tribunal Federal. Defensores da candidatura da política do PSB levaram a sugestão diretamente ao presidente Lula, que tem o desafio de preencher lacunas importantes na composição da Corte até o término de seu atual mandato.
O governo trabalha com um cronograma de substituições que se estende pelos próximos anos. O tribunal opera com uma cadeira desocupada desde que Luís Roberto Barroso encerrou suas atividades em outubro de 2025. Além disso, o presidente deve lidar com as saídas de Luiz Fux, prevista para abril de 2028, e de Cármen Lúcia, que deve deixar o posto em abril de 2029. Lula já sinalizou que pretende garantir a presença de uma mulher em pelo menos uma dessas nomeações, embora a estratégia sobre qual vaga será destinada a esse objetivo ainda não tenha sido selada.
A trajetória de Tebet é apresentada por seus apoiadores como um diferencial. Com formação acadêmica como mestre em Direito pela PUC-SP e experiência legislativa à frente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ela também conta com o histórico de ter sido ministra do Planejamento e aliada de primeira hora na campanha de 2022. No entanto, ela não é a única cotada; a ministra do STJ, Daniela Teixeira, também aparece como uma alternativa para o preenchimento da cota feminina.
O cenário de indicações é complexo, especialmente após o Senado ter barrado o nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para a vaga deixada por Barroso. Apesar da resistência parlamentar, o presidente indicou que pretende insistir na recondução de Messias para o cargo.
Em resumo: - Simone Tebet é defendida por aliados para uma vaga no STF. - Lula se comprometeu a nomear uma mulher para uma das próximas três cadeiras disponíveis. - O governo enfrenta dificuldades no Senado após a rejeição de Jorge Messias para a vaga aberta em outubro de 2025.
Fonte: Brasil 247

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