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Escalada de ódio político nas escolas mobiliza autoridades e MEC

O Ministério da Educação busca a PF e a AGU para conter ataques ideológicos contra estudantes e professores, enquanto inquéritos policiais investigam casos de bullying e exposição vexatória de menores em instituições de ensino.

Foto: Foto de estudantes manipulada por IA Crédito: Reprodução/Redes sociais · Original e licença

O Ministério da Educação (MEC) solicitou a intervenção da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União para investigar uma onda de ameaças e perseguições ideológicas que assola universidades e colégios brasileiros. A medida busca frear a violência que se espalhou após o pleito eleitoral, afetando a segurança de docentes e alunos em diversos estados.

No Rio de Janeiro, a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima iniciou uma investigação formal para apurar crimes de injúria e ameaça contra estudantes de uma escola particular na Barra da Tijuca. O caso envolve a exposição de fotos de jovens em redes sociais, acompanhadas de ofensas sobre sua condição social e intimidações diretas. Em paralelo, crianças do Colégio Pedro II tiveram suas imagens manipuladas por inteligência artificial e divulgadas por grupos extremistas, gerando um cenário de perseguição que atingiu até os familiares dos alunos.

A intolerância também se manifestou no ensino superior. Em Araguari, Minas Gerais, o Imepac abriu um processo disciplinar contra dois estudantes de medicina acusados de discriminar colegas bolsistas do Prouni e do Fies em grupos de mensagens. O MEC reforçou que as instituições de ensino devem ser espaços de diálogo e pluralidade, garantindo que continuará monitorando denúncias para fortalecer as investigações federais.

O juiz Sérgio Luiz Ribeiro, da 4ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro, destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente protege a integridade moral dos menores. O magistrado explicou que o uso pejorativo de imagens de crianças, independentemente da motivação política, pode ser enquadrado como crime de injúria. Especialistas em educação, como a pesquisadora Danila Di Pietro, defendem que a solução passa por transformar a escola em um ambiente de debate crítico, onde o foco sejam as ideias e não a agressão pessoal.

Em resumo: - O MEC acionou a PF e a AGU para investigar ameaças em instituições de ensino. - Inquéritos policiais apuram bullying e exposição de menores no Rio de Janeiro. - O Judiciário alerta que o uso pejorativo de imagens de crianças fere o ECA. - Especialistas defendem a educação política como ferramenta contra a intolerância.

Fonte: Brasil 247

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