Governo Lula planeja retomar Ciência sem Fronteiras com foco em estudantes do ensino médio
O Ministério da Educação desenha uma nova versão do programa de intercâmbio, priorizando medalhistas de olimpíadas científicas e áreas estratégicas para a soberania nacional.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
O Ministério da Educação trabalha na elaboração de uma nova versão do programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa que marcou a política educacional brasileira na década passada. A proposta atual busca ampliar o alcance da medida, incluindo pela primeira vez estudantes da educação básica. A ideia é que jovens que se destacarem com medalhas em olimpíadas nacionais de conhecimento, como as de matemática, recebam suporte financeiro do Estado para representar o Brasil em competições internacionais.
A reestruturação também altera as prioridades para o ensino superior. No caso da graduação-sanduíche, o governo pretende concentrar os investimentos em campos tecnológicos e exatos, citando áreas como inteligência artificial, matemática aplicada, engenharia e eficiência energética. Para os níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado, o foco será voltado a pesquisas aplicadas que dialoguem com temas de soberania, defesa nacional, exploração de minerais críticos e terras raras.
O presidente Lula já havia manifestado o desejo de reeditar o programa durante o período eleitoral, argumentando que o país precisa enviar estudantes ao exterior para aprender conteúdos fundamentais para o desenvolvimento nacional. O modelo original, implementado em 2011 sob a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, chegou a contemplar 104 mil bolsistas antes de ser encerrado em 2017, durante o governo de Michel Temer, sob críticas sobre o custo e a falta de critérios claros na seleção.
Atualmente, a equipe técnica do Ministério da Educação avalia a viabilidade financeira da proposta. Ainda não foram divulgados valores orçamentários, prazos para o lançamento de editais ou a quantidade de bolsas que serão ofertadas. A pasta busca equilibrar esse novo projeto com a manutenção de outras políticas, como a expansão do programa Pé-de-Meia para universitários de baixa renda.
Em resumo: - O novo programa incluirá bolsas para estudantes do ensino médio que forem medalhistas em olimpíadas de conhecimento. - O foco acadêmico será direcionado para áreas estratégicas como inteligência artificial, defesa nacional e minerais críticos. - O governo ainda não definiu o orçamento nem o cronograma de seleção dos bolsistas.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.