Mercado de trabalho bate recorde e desemprego atinge mínima histórica
Dados do IBGE confirmam que a taxa de desocupação caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor patamar desde 2012.

Foto: Mulher assinando carteira de trabalho. Foto: reprodução · Original e licença
O mercado de trabalho brasileiro alcançou um marco histórico nesta sexta-feira (30). Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro. Este é o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.
O resultado consolida uma trajetória de queda, superando os 5,4% observados no trimestre encerrado em junho e os 5,3% registrados no período que terminou em agosto. O desempenho ficou em linha com as projeções de analistas consultados pela Bloomberg, que já esperavam o índice de 5,2%.
Especialistas apontam que a resiliência do mercado de trabalho reflete o desempenho da atividade econômica recente, embora observem sinais de desaceleração em um cenário de juros elevados. Além da dinâmica econômica, fatores demográficos, como o envelhecimento da população, têm reduzido a pressão sobre a busca por vagas, ao mesmo tempo em que impõem novos desafios para a Previdência.
O cenário atual também é marcado pela influência das novas formas de ocupação. Dados do IBGE publicados em setembro revelaram que, em 2025, cerca de 2 milhões de brasileiros utilizavam aplicativos de serviços como fonte de renda principal ou secundária. O tema ganha relevância adicional em meio ao debate nacional sobre a revisão da escala de trabalho 6x1, prevista para entrar em vigor em meados de dezembro.
Em resumo
- A taxa de desemprego atingiu 5,2% no trimestre encerrado em setembro, recorde da série histórica.
- O índice apresentou queda constante em relação aos trimestres encerrados em junho (5,4%) e agosto (5,3%).
- Fatores como o envelhecimento populacional e a expansão do trabalho por aplicativos influenciam os indicadores atuais.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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