Economia

Mercado de trabalho brasileiro atinge marcas históricas com queda no desemprego e recorde na renda

O Brasil registrou o menor índice de desocupação para o terceiro trimestre desde 2012, acompanhado por um volume recorde de massa salarial e aumento no número de pessoas ocupadas.

Foto: Carteira de Trabalho Digital Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil · Original e licença

O cenário laboral no Brasil apresentou avanços significativos entre julho e setembro de 2026. Conforme os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, publicada pelo IBGE nesta sexta-feira (30), o país alcançou um marco importante ao reduzir a desocupação para 5,2%. Esse índice representa o ponto mais baixo para o trimestre em questão desde que a série histórica foi iniciada, há 14 anos.

O contingente de brasileiros com ocupação chegou a 103,6 milhões, um salto que reflete a dinâmica positiva do período. Paralelamente, a massa de rendimentos reais atingiu o patamar inédito de R$ 387,5 bilhões. O rendimento médio do trabalhador também subiu 3,6% em relação ao ano anterior, fixando-se em R$ 3.790. O analista do IBGE, William Kratochwill, observou que o crescimento no número de empregadores, que chegou a 4,5 milhões, tem funcionado como um motor para a criação de novas vagas, já que esses profissionais atuam como multiplicadores de postos de trabalho.

Setorialmente, a construção civil destacou-se ao absorver 210 mil novos trabalhadores, uma expansão de 2,8%. Já o setor público atingiu 13,2 milhões de ocupados, com um impulso notável vindo da área da educação, que contratou cerca de 45 mil professores e profissionais de apoio. Kratochwill pontuou que a estabilidade observada em outras categorias, como o trabalho com carteira assinada, pode ser um reflexo da cautela do mercado diante do período eleitoral, cujos desdobramentos devem ficar mais claros nos próximos levantamentos.

Apesar dos indicadores macroeconômicos favoráveis, o relatório aponta desafios persistentes. O número de pessoas em situação de desalento — aquelas que pararam de buscar emprego por descrença — subiu 7,5% no trimestre, totalizando 2,5 milhões de indivíduos. O técnico do IBGE explicou que, embora o dado anual seja positivo, o aumento trimestral reflete a dificuldade de parte da população, especialmente acima dos 40 anos, em encontrar uma colocação que considerem adequada.

Em resumo: - A taxa de desocupação caiu para 5,2%, o menor nível para o terceiro trimestre desde 2012. - A massa de rendimento real atingiu o recorde histórico de R$ 387,5 bilhões. - A construção civil foi um dos setores que mais impulsionou a ocupação, com 210 mil novas vagas. - O número de desalentados subiu 7,5% no trimestre, atingindo 2,5 milhões de pessoas.

Fonte: Brasil 247

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