Política

Em Santa Catarina, grupo da educação é usado para nazismo e perseguição política

Servidores comissionados do governo Jorginho Mello articulam em grupo de WhatsApp a identificação de opositores, ameaças de demissão e compartilham apologia ao nazismo dentro da estrutura da Secretaria de Educação.

Foto: Imagem do grupo é a mesma foto de perfil do governador Jorginho Mello no Facebook (Reprodução) · Original e licença

Um grupo de WhatsApp denominado Educação em Ação, formado por ocupantes de cargos comissionados na gestão do governador Jorginho Mello, em Santa Catarina, tornou-se um centro de disseminação de discursos de ódio, ameaças a servidores e apologia ao nazismo. Documentos acessados pela reportagem revelam que o espaço, criado em maio de 2026, funcionava como uma ferramenta de monitoramento e intimidação ideológica dentro da Secretaria de Estado da Educação.

No dia 25 de outubro, data em que o presidente Lula foi reeleito, o grupo foi palco de mensagens de intolerância. Entre os registros, um participante compartilhou uma imagem de Adolf Hitler acompanhada da frase que faz alusão ao extermínio de judeus no Holocausto. Além do conteúdo nazista, os membros destilavam ataques contra pensadores como Paulo Freire e Antonio Gramsci, além de espalharem desinformação sobre o sistema prisional e o comunismo.

A estrutura do grupo era utilizada para pressionar gestores a mobilizar equipes em eventos de campanha política, mesmo fora do período eleitoral oficial. Servidores relataram que a permanência em seus cargos estava condicionada ao apoio ao projeto bolsonarista, sob o risco de remoção ou exoneração. A articulação incluía a criação de listas de educadores considerados de esquerda, com membros sugerindo que o governador deveria realizar uma limpeza na pasta para remover os chamados infiltrados.

Especialistas em direito eleitoral e representantes sindicais alertam que as práticas relatadas podem configurar crimes de assédio eleitoral, abuso de poder e ameaça. Elivane Secchi, presidente do sindicato da categoria, enfatizou que o ambiente educacional deve ser pautado pela liberdade de pensamento e não pela perseguição. O governo de Santa Catarina e a Secretaria de Educação não se manifestaram sobre as denúncias até o momento.

Em resumo: - Grupo de comissionados do governo catarinense utilizou WhatsApp para promover apologia ao nazismo e ameaçar servidores. - Integrantes articularam a criação de listas de opositores para solicitar exonerações ao governador Jorginho Mello. - Há denúncias de coação de funcionários para participação em eventos de campanha durante o horário de expediente. - Especialistas apontam que as práticas podem configurar crimes eleitorais e abuso de poder.

Fonte: ICL Notícias

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaMP aponta que Renato Cariani articulou com policial para barrar apurações sobre sua empresa