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Agenda internacional de Lula em 2026: entre a diplomacia global e tensões com Washington

O presidente Lula prepara uma série de compromissos internacionais no fim de 2026, focados em fóruns multilaterais e na gestão de relações complexas com os governos de Trump e Milei.

Foto: Lula durante discurso na ONU. Foto: reprodução · Original e licença

Às vésperas do início de seu quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma agenda internacional estratégica para o encerramento de 2026. O cronograma inclui participações decisivas na COP31, na Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), no G20 e no Mercosul, com o objetivo de fortalecer o protagonismo brasileiro em fóruns multilaterais.

O cenário diplomático é marcado por desafios, especialmente na relação com os Estados Unidos de Donald Trump e a Argentina de Javier Milei. Lula tem encontros previstos com Trump na cúpula da Asean, nas Filipinas, em novembro, e no G20, na Flórida, em dezembro. Essas reuniões ocorrem em um momento de retomada de diálogos sobre barreiras comerciais, iniciados após uma conversa telefônica entre os dois líderes em 21 de agosto e seguidos por tratativas na Organização Mundial do Comércio (OMC) em setembro.

A tensão com Washington ganhou um novo capítulo com a concessão de um visto humanitário ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo governo americano, anunciado nesta quinta-feira (29). O parlamentar, que contesta o resultado das eleições brasileiras sem apresentar provas, teve sua entrada autorizada mesmo utilizando passaportes cancelados pela Polícia Federal. Apesar do episódio, Trump afirmou não ter intenção de se envolver nas alegações do senador sobre o pleito brasileiro.

No campo da segurança, o governo brasileiro mantém distância da iniciativa "Escudo das Américas", proposta por Trump, por considerar que o projeto possui um viés ideológico acentuado. Em contrapartida, Brasília busca ampliar acordos de cooperação técnica para o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Já em relação à Argentina, o governo brasileiro mantém a disposição de preservar os canais do Mercosul, condicionando uma reaproximação presidencial a uma mudança de postura de Milei em relação aos ataques pessoais dirigidos a Lula.

Em resumo

  • Lula participará de fóruns globais como G20, Asean e COP31, buscando ampliar a influência brasileira.
  • O governo brasileiro mantém negociações comerciais com os EUA, mas rejeita a adesão ao projeto de segurança "Escudo das Américas".
  • O governo americano concedeu visto humanitário a Flávio Bolsonaro, que contesta o resultado eleitoral brasileiro.
  • A relação com a Argentina permanece condicionada ao fim dos ataques pessoais do presidente Javier Milei.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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