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Governo Milei tenta blindar assessor após auxílio na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Chefe de gabinete de Javier Milei alega legalidade na passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina, mas evita explicar a presença de um assessor próximo no aeroporto durante a fuga do senador.

Foto: Flávio Bolsonaro ao embarcar em avião, com Javier Milei e Santiago Caputo em destaque; fuga de Flávio - Flávio Bolsonaro chega a Miami. No detalhe, Santiago Caputo e Javier Milei ((STRINGER AFP / JOE RAEDLE Getty Images via AFP) · Original e licença

O governo da Argentina, sob a gestão de Javier Milei, buscou minimizar as suspeitas sobre o papel de seus auxiliares na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Diego Santilli, chefe de gabinete do presidente argentino, afirmou em entrevista ao canal El Tres que a passagem do senador pelo país ocorreu dentro da normalidade migratória. Segundo o ministro, não existiam alertas da Interpol ou restrições que impedissem o trânsito do parlamentar pelo território argentino.

A narrativa oficial do governo argentino ignora o fato de que o Supremo Tribunal Federal brasileiro já havia imposto restrições severas ao senador. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, tinha ordenado o recolhimento dos passaportes de Flávio e vetado sua saída do território nacional. A Polícia Federal brasileira confirmou que não há registros de que o político tenha passado pelos controles migratórios oficiais do Brasil, apontando que ele teria utilizado um passaporte italiano para ingressar na Argentina e um diplomático brasileiro para entrar nos Estados Unidos.

Apesar da insistência de Santilli na regularidade dos documentos, o governo Milei se recusou a comentar a presença de Santiago Caputo, um dos assessores mais influentes do presidente, no aeroporto de Puerto Iguazú. Informações veiculadas pelo jornal Clarín indicam que Caputo teria acompanhado de perto os preparativos para o embarque de Flávio e sua família em um jato privado. A oposição argentina, liderada por parlamentares da coalizão União pela Pátria, já acionou órgãos de fiscalização para apurar se houve uso de inteligência estatal para facilitar a operação.

Em resumo: - O governo argentino alega que a passagem de Flávio Bolsonaro foi legal, ignorando ordens judiciais do STF brasileiro. - A Polícia Federal investiga como o senador deixou o Brasil sem passar pelos postos de controle migratório. - Opositores argentinos exigem explicações sobre a possível participação de Santiago Caputo e da inteligência do país na logística da viagem. - Flávio Bolsonaro utilizou passaportes de diferentes nacionalidades para contornar as restrições impostas pela Justiça brasileira.

Fonte: Revista Fórum

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