Política · Segurança

Governo federal blinda aldeias Guarani-Kaiowá com presença permanente da Força Nacional

Após onda de ataques e ameaças de envenenamento, ministros visitam Mato Grosso do Sul e confirmam reforço contínuo nas comunidades indígenas.

Foto: - Força Nacional patrulha aldeias no MS - Foto: Ministério dos Povos Indígenas · Original e licença

Uma comitiva de ministros desembarcou em Mato Grosso do Sul para garantir a proteção das comunidades Guarani-Kaiowá, que enfrentam um cenário de hostilidade crescente desde o encerramento das eleições. O titular da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, oficializou que o contingente da Força Nacional de Segurança Pública não tem data para deixar as aldeias Sassoró, Taquaperi e Limão Verde.

O esquema de proteção conta com 145 agentes em campo e a implementação de uma estratégia de vigilância batizada de minuto a minuto. Segundo o governo, essa metodologia permite que as forças de segurança recebam dados em tempo real, incluindo imagens, para intervir prontamente caso surjam novas ameaças ou crimes contra os moradores.

A urgência da medida responde a uma série de denúncias graves, incluindo áudios que circulavam em aplicativos de mensagens sugerindo o envenenamento da água na Aldeia Sassoró. A Polícia Federal identificou dois servidores públicos como autores das gravações. Em depoimento, eles tentaram minimizar a gravidade do ato, justificando as falas como fruto de embriaguez e do clima político acirrado.

Além da pasta da Justiça, os ministérios dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos integram a força-tarefa. O ministro Eloy Terena pontuou que, embora o caso da água tenha conexão direta com o contexto eleitoral, outros episódios de violência, como atropelamentos e ataques racistas, seguem sob apuração rigorosa. Atualmente, mais de 80 indígenas da região já estão incluídos em programas de proteção a vítimas.

Em resumo: - A Força Nacional manterá 145 agentes nas aldeias Sassoró, Taquaperi e Limão Verde por tempo indeterminado. - Foi adotado o protocolo minuto a minuto para monitoramento constante e resposta rápida a crimes. - Dois servidores confessaram ter ameaçado envenenar a água de uma das comunidades. - A APIB mapeou mais de 30 episódios de violência contra indígenas no estado no período pós-eleitoral.

Fonte: Revista Fórum

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