Jornal argentino aponta operação secreta dos EUA para retirada de Flávio Bolsonaro do país
Publicação do Clarín detalha suposta interferência de agentes americanos e apoio do governo Milei na saída de Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos.

Uma reportagem publicada nesta sexta-feira (30) pelo jornal argentino Clarín trouxe revelações sobre os bastidores da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Segundo o periódico, agentes dos Estados Unidos teriam assumido o controle operacional de setores do aeroporto de Porto Iguaçu para assegurar a decolagem do jato particular que transportava o senador após a derrota nas eleições de 2026.
A publicação detalha que a operação teria contado com o suporte de ao menos três aeronaves privadas e uma estratégia de desinformação, incluindo a divulgação de datas falsas sobre a chegada do político aos EUA. O jornal aponta ainda que o governo de Javier Milei teria colaborado ativamente, enviando o assessor Santiago Caputo à província de Misiones para coordenar a logística, que envolveu o uso de veículos com placas trocadas para despistar o controle de fronteira.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou categoricamente neste sábado (31) qualquer envolvimento oficial do governo americano na facilitação da saída de Flávio. A versão de Rubio, contudo, diverge de apurações de veículos como The New York Times e The Wall Street Journal, que indicaram que Jason Miller, estrategista ligado a Donald Trump, atuou diretamente na organização do transporte aéreo do senador.
Após desembarcar nos Estados Unidos no dia 28 de outubro, Flávio Bolsonaro chegou a publicar uma carta de teor golpista autoproclamando-se o "verdadeiro presidente eleito", recuando posteriormente para se autodenominar "líder do Brasil".
Em resumo
- O jornal Clarín afirma que agentes dos EUA e o governo argentino facilitaram a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
- A operação teria envolvido três jatos privados e manobras para confundir autoridades de controle aeroportuário.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou a participação oficial do governo americano na ação.
- Veículos americanos apontam que o estrategista Jason Miller auxiliou na logística do voo do senador.
Fonte: ICL Notícias

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