Política · Justiça

Assédio eleitoral: Governo registra milhares de denúncias em poucos dias

Após o pleito de 2026, canal do Ministério do Trabalho contabiliza 4.300 relatos de coação política contra trabalhadores, enquanto Justiça ordena remoção de conteúdos em redes sociais.

O Ministério do Trabalho e Emprego contabilizou 4.300 denúncias de assédio eleitoral em apenas três dias após a abertura de um canal específico para o recebimento desses relatos. A plataforma, que permite o envio de informações de forma anônima, foi disponibilizada em 28 de outubro de 2026, em um cenário marcado por reações à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dados indicam que a região Sudeste é o epicentro das queixas, somando 2.087 registros. Entre os estados, São Paulo aparece no topo da lista com 1.325 casos, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais. A região Sul também apresenta números expressivos, com o Paraná e Santa Catarina registrando, respectivamente, 268 e 259 ocorrências. A Auditoria Fiscal do Trabalho é o órgão responsável por analisar cada um desses episódios.

O ministro Luiz Marinho declarou que o governo não tolera que trabalhadores sejam alvo de ameaças ou discriminação devido às suas convicções políticas. O titular da pasta enfatizou que o voto é um direito livre e secreto, sendo vedado aos empregadores utilizar o poder hierárquico para pressionar ou interferir na escolha de seus subordinados.

Além das denúncias no Ministério do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho informou ter recebido 2.400 registros ao longo de todo o ano eleitoral, sendo que 530 deles foram protocolados após o resultado das urnas. O assédio eleitoral, que pode resultar em penas de reclusão e multa, tem sido combatido também na esfera judicial. A Justiça do Trabalho determinou que a Meta remova publicações que incitem a perseguição ou demissão de funcionários por motivações políticas.

O Ministério Público do Trabalho também ajuizou uma ação civil pública contra a Meta, solicitando uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos, argumentando que a empresa deve ser responsabilizada pela circulação de conteúdos que promovem o assédio no ambiente laboral.

Em resumo: - O Ministério do Trabalho recebeu 4.300 denúncias de assédio eleitoral em três dias. - São Paulo concentra o maior número de registros no país. - A Justiça do Trabalho ordenou que a Meta exclua postagens que incentivam a perseguição de trabalhadores. - O MPT pede R$ 50 milhões de indenização à Meta por danos morais coletivos.

Fonte: ICL Notícias

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