Política · Justiça

Assédio eleitoral: Ministério do Trabalho contabiliza mais de 4 mil denúncias em três dias

Governo federal registra alta procura por canais de denúncia contra coação política no ambiente de trabalho, com foco no Sudeste e medidas de fiscalização em curso.

Foto: Urna eletrônica de votação Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil · Original e licença

O Ministério do Trabalho e Emprego reportou o recebimento de 4.305 denúncias de assédio eleitoral em um intervalo de apenas três dias. Os registros apontam para situações em que trabalhadores teriam sofrido pressões, ameaças ou algum tipo de discriminação motivada por suas preferências políticas dentro das empresas.

A região Sudeste lidera o volume de queixas, somando 2.087 registros, o que representa 48,5% do total nacional. Entre os estados, São Paulo aparece no topo da lista com 1.325 ocorrências, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. O levantamento também destaca a incidência de relatos no Nordeste e no Sul do país.

O ministro Luiz Marinho afirmou que a liberdade de escolha política é um direito fundamental e que a hierarquia profissional não pode ser utilizada como ferramenta de coação. Segundo o gestor, o voto é um ato livre e secreto, sendo vedado aos empregadores condicionar a permanência no emprego ou benefícios a qualquer orientação política.

A Auditoria Fiscal do Trabalho está encarregada de analisar as denúncias para verificar a procedência das informações. O governo federal, por meio de uma articulação que inclui o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União e o Tribunal Superior do Trabalho, busca coibir abusos e proteger o trabalhador.

Entre as estratégias em debate, o ministério avalia a criação de um mecanismo de transparência para expor empresas que pratiquem assédio eleitoral, similar à lista de empregadores flagrados com trabalho escravo. Além disso, o governo utiliza a Carteira de Trabalho Digital para orientar funcionários sobre como denunciar irregularidades de forma sigilosa.

Em resumo: - O Ministério do Trabalho recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral em três dias. - São Paulo concentra o maior número de registros, com 1.325 ocorrências. - O governo federal articula ações com órgãos de controle para punir empresas que coagem funcionários. - Denúncias podem ser feitas via Central Alô Trabalho (158) ou pela plataforma Fala.br.

Fonte: Brasil 247

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