O desafio de Lula 4: transformar a mobilização das urnas em participação permanente
Após a vitória nas eleições de 2026, o novo mandato de Lula enfrenta o desafio de consolidar a participação social como política de Estado, superando a fragilidade dos decretos.

Foto: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026, consolidada por uma vantagem de 4,4 milhões de votos e uma expressiva recuperação no Nordeste, abriu um novo capítulo na história política brasileira. Mais do que o resultado nas urnas, o momento impõe o desafio de converter o engajamento popular em uma presença cotidiana e efetiva na formulação de políticas públicas.
Um dos pilares dessa mobilização foi o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, que saltou de 50 mil para mais de 10 milhões de inscritos durante a campanha. Para especialistas, como Daniel Avelino, do IPEA, o desafio central do quarto mandato é mobilizar de forma contínua esse contingente de 64 milhões de eleitores, garantindo que a participação social não seja apenas um acessório, mas o modo de operação do Estado.
A fragilidade institucional é um obstáculo real. Atualmente, a participação social depende majoritariamente de decretos e portarias, o que a torna vulnerável a mudanças de governo, como ocorreu com o Decreto nº 9.759/2019. Para evitar retrocessos, defende-se a criação de uma política nacional de participação social, estabelecida por lei, que garanta segurança jurídica e perenidade aos conselhos e conferências.
O governo busca agora integrar ferramentas digitais — como consultas públicas e orçamentos participativos — com instâncias presenciais, adaptando a linguagem para atrair diversos segmentos, como juventude, mulheres e movimentos sociais. A meta é transformar a expectativa depositada nas urnas em um projeto coletivo de nação, blindado contra instabilidades políticas.
Em resumo
- Lula venceu o pleito de 2026 com 4,4 milhões de votos de vantagem.
- O canal 'Exército do Lula' atingiu 10 milhões de inscritos no WhatsApp.
- Especialistas defendem a transição de decretos para leis para proteger a participação social.
- O desafio é manter o engajamento de 64 milhões de eleitores durante o mandato.
Fonte: Brasil 247

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