Assédio eleitoral: Ministério do Trabalho registra mais de 4 mil denúncias em apenas três dias
Pasta contabilizou milhares de relatos de pressão política no ambiente de trabalho logo após o segundo turno das eleições.

Foto: Cabine de votação com urna eletrônica. Foto: Karime Xavier/Folhapress · Original e licença
O Ministério do Trabalho registrou 4.305 denúncias de assédio eleitoral entre a última quarta-feira (28) e sexta-feira (30). Os dados, divulgados neste sábado (31), referem-se ao período inicial de funcionamento de um canal específico aberto pela pasta após o segundo turno das eleições.
A região Sudeste lidera o volume de queixas, com 2.087 registros, o que representa 48,5% do total nacional. São Paulo aparece no topo da lista, com 1.325 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345). As demais regiões somaram 784 denúncias no Nordeste, 757 no Sul, 378 no Centro-Oeste e 299 no Norte.
Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, a Auditoria Fiscal do Trabalho já iniciou a análise dos relatos e realiza inspeções para verificar a veracidade das ocorrências. O ministério ressaltou que o volume de registros não equivale a infrações confirmadas, mas serve de base para as investigações em curso.
O ministro Luiz Marinho reforçou que patrões não podem ameaçar ou discriminar funcionários por suas escolhas nas urnas. Como medida de combate a essas práticas, o governo estuda a criação de uma lista pública com os nomes de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral. A iniciativa integra um conjunto de ações articuladas com o Ministério Público e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para coibir a perseguição política.
Em resumo
- O Ministério do Trabalho recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral em três dias.
- O Sudeste concentra quase metade dos casos, com São Paulo liderando o ranking.
- A Auditoria Fiscal do Trabalho investiga os relatos, que são mantidos sob sigilo.
- O governo estuda publicar uma lista de empregadores que cometeram abusos.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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