Comércio corre contra o tempo para adaptar escalas ao fim da jornada 6x1 antes do Natal
Setor varejista e atacadista busca alternativas para cumprir a nova legislação trabalhista em meio ao pico de vendas de fim de ano.

Foto: comercio Crédito: Charles Nisz · Original e licença
A proximidade do Natal impõe um desafio logístico e operacional ao setor comercial brasileiro. Com a entrada em vigor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 marcada para o dia 15 de dezembro, empresários correm para reorganizar suas equipes justamente no período de maior movimento do ano.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, alerta que a transição exige atenção imediata. O dirigente explica que, sem acordos coletivos, as empresas podem enfrentar um teto prático de 40 horas semanais, recomendando que gestores mapeiem escalas e busquem diálogo com sindicatos patronais para evitar passivos trabalhistas.
No setor atacadista, a estratégia foca na otimização de processos e no ajuste de turnos. Alaor Gomes Neto, presidente do Sindiatacadista-DF, pontua que a prioridade é manter o abastecimento e a produtividade, embora reconheça a dificuldade em preencher vagas com profissionais qualificados neste cenário de transição.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) já se prepara para monitorar o cumprimento da nova regra. A procuradora Gisela Nabuco Sousa esclareceu que o órgão atuará mediante denúncias e poderá requisitar ações da Auditoria-Fiscal do Trabalho para garantir que a mudança resulte em um ambiente laboral mais saudável e produtivo.
Do lado dos trabalhadores, a expectativa é de avanço na qualidade de vida. Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF, afirmou que as centrais sindicais estarão mobilizadas para assegurar o respeito à nova legislação, destacando que o ganho de tempo para a vida pessoal e familiar é uma conquista fundamental para a classe trabalhadora.
Em resumo
- A nova jornada entra em vigor em 15 de dezembro, coincidindo com o pico de vendas natalinas.
- Entidades patronais recomendam negociações coletivas para adequar as horas de trabalho.
- O MPT fiscalizará o cumprimento da lei e receberá denúncias de irregularidades.
- Centrais sindicais reforçam a importância da medida para o bem-estar dos trabalhadores.
Fonte: Brasil 247

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