Justiça dos EUA barra nova tentativa de Trump de processar Wall Street Journal
Juiz federal encerra definitivamente ação bilionária movida por Donald Trump contra o Wall Street Journal por reportagem sobre Jeffrey Epstein.

Foto: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca · Original e licença
A Justiça dos Estados Unidos impôs uma derrota definitiva a Donald Trump neste sábado (31). O juiz federal Darrin P. Gayles, do Distrito Sul da Flórida, rejeitou pela segunda vez a ação em que o presidente pedia uma indenização de pelo menos US$ 10 bilhões ao Wall Street Journal por suposta difamação.
O processo girava em torno de uma reportagem do jornal que mencionava uma carta de aniversário atribuída a Trump, destinada ao financista Jeffrey Epstein em 2003. Trump nega a autoria do documento e alega que o conteúdo da matéria seria falso. No entanto, o magistrado concluiu que a defesa não conseguiu comprovar a chamada 'malícia real', requisito indispensável em casos de difamação envolvendo figuras públicas, que exige a demonstração de que o veículo agiu com desprezo pela verdade.
Ao proferir a sentença, o juiz Gayles classificou o encerramento como 'with prejudice', o que impede que a mesma demanda seja reapresentada no tribunal. O magistrado destacou que o jornal realizou um trabalho de apuração diligente, buscando o contraditório antes da publicação, e ressaltou que a tese da defesa de que o veículo deveria ter abandonado a pauta após a negativa de Trump contraria a Primeira Emenda da Constituição americana.
Em resumo
- O juiz Darrin P. Gayles rejeitou definitivamente a ação de US$ 10 bilhões movida por Trump contra o WSJ.
- A decisão foi tomada com a cláusula 'with prejudice', impedindo novos recursos sobre o mesmo tema no tribunal.
- O magistrado entendeu que não houve 'malícia real' na reportagem sobre a carta enviada a Epstein.
- O tribunal reforçou a proteção à liberdade de imprensa garantida pela Constituição dos EUA.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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